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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Draper troca a quadra dura pelo saibro do Rio enquanto a volta em 2027 segue vaga

Fora do circuito desde Cincinnati e com a temporada encerrada, Jack Draper apareceu treinando no saibro do Rio, e a volta em 2027 ainda não tem data.

Por RedaçãoPublicado: 22/10/2026, 09:14

Jack Draper não vai bater outra bola em partida oficial em 2026, e a maneira como ele vem preenchendo as semanas antes desse desligamento levantou mais perguntas do que respostas.

O canhoto britânico está ausente do circuito desde Cincinnati, em agosto. Com a temporada já declarada encerrada, ele reapareceu nesta semana no Rio de Janeiro, onde fotografias o mostraram treinando — no saibro, logo esse piso.

Nada nessa escolha encaixa no calendário. O próximo capítulo da carreira dele, quando quer que comece, será escrito em quadras duras, com a gira australiana como primeiro destino em qualquer mapa realista de retorno. O saibro não aparece na agenda da ATP antes da temporada sul-americana de fevereiro e março, e mesmo assim é opcional: ele nunca jogou Argentina, Brasil e Chile na carreira, preferindo os torneios mais ricos de quadra dura no Catar e em Dubai.

O Aberto de Barcelona, em abril, foi sua única aparição no saibro nesta temporada, e durou pouco mais que o cumprimento, com um problema no joelho o tirando do duelo com Tomas Machac.

O ano dele, em números crus, foi brutal. Quinze partidas. Problema no braço. Problema no joelho. Uma quartas de final em Indian Wells e uma semifinal em Eastbourne foram as exceções em meio a desistências e retornos abortados, e o recomeço de fevereiro, após oito meses fora, não marcou o fim dos problemas físicos.

O estrago no ranking veio em seguida. Draper é o 157º, posição que remove a rede de proteção da entrada direta e transforma janeiro em uma negociação por convites, ranking protegido e boa vontade.

É aí que entra Andy Murray. O escocês, que o acompanhou durante a gira de grama, confirmou em setembro que uma parceria para 2027 segue na mesa, embora não pudesse citar local nem data.

Murray disse que havia "ainda planos de ajudá-lo", admitindo ao mesmo tempo que a queda no ranking complicava tudo. A entrada na Austrália, sugeriu, pode depender de convites, e não de mérito.

— Espero que ele volte — disse sobre a possibilidade de treinar de novo, descrevendo o último ano como "um ano interessante".

Saibro no Rio, então, pode não passar de sol e de um piso mais macio para articulações que reclamaram a temporada inteira. Ou pode indicar que a perna sul-americana está entrando no plano. De um jeito ou de outro, a resposta não virá de uma foto de quadra de treino.

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