Ex-preparador de Sinner vê recuperação longa e alerta para o peso do calendário
Marco Panichi, ex-preparador de Sinner, diz não ter o diagnóstico fechado, mas alerta que a suspeita de lesão na banda iliotibial pode afastar o italiano por mais tempo.

O problema no joelho direito que tirou Jannik Sinner do fim da temporada pode custar mais tempo de recuperação do que se imagina. Quem levanta essa hipótese é Marco Panichi, preparador físico que passou nove meses ao lado do italiano e hoje acompanha o caso de longe.
O primeiro movimento de Panichi, porém, é delimitar o que sabe. Ele afirmou não ter acesso ao diagnóstico fechado do número 1 do mundo e sustentou que, sem esse dado, qualquer previsão de retorno é frágil. O que ele comentou foi a suspeita que circula: a síndrome da banda iliotibial, quadro ligado ao desgaste por carga excessiva.
Não tenho informações mais precisas sobre Jannik. Não sei exatamente o que aconteceu, então é difícil fazer uma avaliação. Mas, quando você compete constantemente perto do limite, o risco de lesão existe.
A lesão é familiar para quem corre: a banda inflamada provoca dor na região externa do joelho.
É uma lesão típica de quem corre, causada por sobrecarga, principalmente quando os apoios não são adequados. Com o tempo, essa banda pode inflamar. É um problema que incomoda bastante.
Pouco espaço para cirurgia
Se a suspeita se confirmar, o italiano de 25 anos deve ficar mais tempo longe das quadras. Panichi vê pouco espaço para a solução cirúrgica nesse tipo de quadro, porque a operação não entrega o mesmo respaldo observado em outras lesões.
Se for esse o problema, ficará afastado por um tempo. Em casos assim, a cirurgia não oferece as mesmas garantias de outras lesões, como a ruptura do ligamento cruzado. Quase ninguém passa por uma operação por esse motivo.
A última partida oficial do tenista foi em julho, quando ele faturou o bicampeonato de Wimbledon. No início de outubro, ele comunicou que não voltaria a competir em 2026 e marcou o retorno para o começo de 2027. A consequência já está definida: a liderança do ranking passa para o alemão Alexander Zverev.
Já o comunicado do estafe é enxuto: houve confirmação da inflamação, nenhum detalhamento maior do diagnóstico e a escolha por um caminho sem cirurgia.
Calendário pesa
Panichi também apontou preocupação com a agenda do circuito. Ele, que já tinha trabalhado com Novak Djokovic antes de entrar na equipe de Sinner, citou a exigência física dos torneios e o assédio constante por exibições, sobretudo entre os nomes mais fortes do tênis.
Os grandes campeões são muito requisitados e fica cada vez mais difícil administrar o calendário.
Na mesma conversa, o preparador confirmou o fim da parceria com o dinamarquês Holger Rune. Hoje na Federação de Tênis do Cazaquistão, aos 62 anos, ele pretende voltar ao circuito em 2027.
É o que gosto de fazer. Recebi algumas propostas, mas quero ter tempo para avaliar antes de decidir.
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