Camillo fala de transição e cobra rigor financeiro na WTA
No podcast de Andy Roddick, a presidente da WTA, Valerie Camillo, chamou 2026 de ano de transição e admitiu que a entidade precisa de mais rigor na gestão do dinheiro.

Valerie Camillo poderia ter tratado os rumores como exagero. Escolheu outra rota: pegou o microfone no podcast de Andy Roddick e falou do que chama de ano de transição, admitindo que a WTA precisa de mais rigor na gestão do dinheiro.
O formato não foi casual. Diante de um ex-tenista que conhece o circuito por dentro, a presidente da entidade respondeu ao que se comenta nos bastidores — a versão de que a organização atravessa aperto de caixa e vive dias de tensão interna.
A primeira resposta veio em tom técnico. “Ao observar as discussões sobre a situação financeira… percebe-se a importância da disciplina fiscal e do planejamento estratégico”, disse, acrescentando que o caminho é controlar as próprias decisões e mandar recursos para áreas com mais retorno, sempre com responsabilidade.
Depois veio o argumento de força. “Temos mais oportunidades à nossa disposição do que qualquer outro esporte feminino”, afirmou Camillo, invertendo o sinal da conversa: em vez de escassez, falou de espaço a ocupar.
O tema seguinte foi o WTA Finals, que saiu de Riad, na Arábia Saudita, e neste ano acontece em Indian Wells, nos Estados Unidos, antes de migrar para Charlotte a partir de 2027. “Não é segredo que nós… realocamos o WTA Finals, em um prazo bastante apertado, e assumimos a responsabilidade direta por isso”, declarou. A edição americana, segundo ela, serve de passagem para a nova casa.
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