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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Tsonga mantém mira na França da Copa Davis e aposta na nova geração

Aposentado desde 2022, Jo-Wilfried Tsonga voltou a dizer que quer treinar a França na Copa Davis e vê potencial na nova geração, sem que a ideia lhe tire o sono.

Por RedaçãoPublicado: 22/10/2026, 19:16

Lyon — Jo-Wilfried Tsonga, 41 anos, voltou a dizer que quer treinar a França na Copa Davis. Aposentado desde 2022 e ex-número 5 do mundo, ele mantém o interesse no cargo e vê com bons olhos a chance de trabalhar com a nova geração francesa. O tema voltou à tona nesta quinta-feira, em Lyon, cidade do ATP 250 que ele ajuda a organizar.

— O maior objetivo é chegar à seleção francesa, transmitir aquilo que vivenciei, tentar levar um grupo ao topo e ajudá-lo a evoluir. Eu ficaria muito feliz em receber uma missão como essa — afirmou Tsonga, em entrevista à imprensa do seu país.

O desejo, porém, não virou obsessão. Ele reconhece que a ideia continua viva, sem que isso lhe tire o sono.

— Dizer que sonho com isso é um pouco exagerado, não é algo que me tire o sono. Mas, quando você foi competidor e viveu a Copa Davis, quando teve isso no sangue, é claro que pensa nessa possibilidade. Participei durante toda a minha carreira, sempre estive presente. Seria mais um desafio para mim — explicou à RMC Sport.

Em 2023, depois de Sébastien Grosjean ter abdicado do comando para trabalhar com Arthur Fils, Tsonga tentou o cargo. A Federação Francesa de Tênis preferiu Paul-Henri Mathieu e mencionou possíveis conflitos de interesse ligados às academias mantidas pelo ex-tenista.

Ele não aceitou a justificativa. No ano passado, em entrevista ao Eurosport, questionou os motivos apresentados pela entidade e disse que reduziria suas atividades profissionais se fosse escolhido. Vice-campeão do Aberto da Austrália em 2008, lembrou também que defendeu a escolha de Yannick Noah como capitão — com ele, ganhou a Davis de 2017.

A permanência de Mathieu entrou em discussão depois que a França foi eliminada pelo Canadá, em setembro. Richard Gasquet e Lucas Pouille surgem como eventuais substitutos, mas ainda não há definição sobre uma mudança.

Tsonga, que jogou pela última vez em Roland Garros, em 2022, confia no potencial do grupo atual.

— Acho que temos um grupo muito bom, com vários tenistas capazes de evoluir. Todos têm alguma coisa que me faz pensar que poderíamos conseguir algo interessante. É empolgante imaginar que um dia eu poderia estar ao lado deles, tentando ajudá-los a progredir — destacou.

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