A número 76 do mundo com tantas vitórias em tie-break em 2026 quanto Sabalenka
Anna Bondar, 76ª do ranking, soma 12 vitórias em tie-break em 2026, o mesmo total de Aryna Sabalenka, e superou nomes como Navarro e Andreeva nesse recorte.

Doze tie-breaks é o total de Aryna Sabalenka em 2026. Também é o de Anna Bondar.
O número de Sabalenka é o que todo mundo conhece. Em julho, em Wimbledon, ela bateu McCartney Kessler na segunda rodada para a 21ª vitória consecutiva em tie-break, ampliando um recorde que já era dela, e as doze deste ano são a marca de uma jogadora que não pisca no fim de um set.
O número de Bondar é o que ninguém notou. A húngara está na 76ª posição, mais de 70 abaixo de Sabalenka, e a contagem da temporada é idêntica: 12.
Os nomes dentro dessa dúzia não são fáceis. Tatjana Maria, Emma Navarro e Mirra Andreeva perderam tie-breaks para ela em 2026, o que é um argumento razoável de que ela se segura quando um set se decide em sete pontos.
A comparação fica ainda melhor quando se vê quem ela supera nessa estatística. Andreeva ganhou o primeiro título de Grand Slam neste ano. Sorana Cirstea, na temporada de despedida, subiu ao top 20. Bondar está à frente das duas em tie-breaks vencidos.
O resto do currículo é mais fino. Ela já foi 50ª do mundo e nunca ganhou um título de nível WTA. As duas finais vieram em Hamburgo, em 2025 e de novo em 2026, e perdeu as duas. Tem, porém, dois títulos de duplas da WTA e ganhou Challengers em Buenos Aires e em Hamburgo.
A forma recente também não a favorece. Ela não conseguiu se classificar para Ningbo, derrotada em sets diretos por Aliaksandra Sasnovich, 112ª do mundo. Saídas precoces na maioria dos Masters e Slams têm sido o padrão do ano.
É isso que faz o número de tie-breaks merecer um segundo olhar. Um ranking de 76 diz o que ela faz ao longo de um torneio; uma dúzia de vitórias em tie-break diz o que ela faz quando um set está em jogo, e nessa medida ela está no nível de uma jogadora quase imbatível em decisão.
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