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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Nadal diz que conviveu com dor em toda a carreira: "Meu corpo estava acabado"

Rafael Nadal afirmou ao The Athletic que conviveu com dor durante toda a carreira e que seu corpo estava acabado quando se aposentou, há dois anos. O espanhol soma 209 semanas no topo do ranking, 1.080 vitórias, 92 títulos e 22 Grand Slams, além de 14 lesões diferentes ao longo dos anos.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 11:49

Rafael Nadal falou ao The Athletic sobre a própria trajetória e sobre a vida depois da aposentadoria, temas que também aparecem em um novo livro dedicado ao espanhol. No relato, ele mistura gratidão pelo que viveu no tênis e a lembrança do desgaste físico que acompanhou duas décadas de circuito.

Afastado das quadras há dois anos, o espanhol diz que a rotina hoje passa pela família e pelos negócios — em especial a academia de tênis, em expansão e com uma unidade prevista para o Brasil.

"Eu me aposentei há apenas dois anos, mas parece que já se passou uma outra vida desde que eu jogava tênis. Quase me esqueço de que fui tenista. A vida segue em frente", contou.

Nadal afirma gratidão por tudo o que pôde viver graças ao esporte e se considera afortunado pelo apoio recebido da família e dos amigos, além das memórias construídas entre altos e baixos. Sobre a vida pessoal, conta que nunca se afastou de Maiorca, onde nasceu, e que mantém os mesmos amigos de infância.

A carreira vencedora teve 209 semanas no topo do ranking, 1.080 vitórias e 228 derrotas nos torneios da ATP, 92 títulos — 22 deles Grand Slams. O currículo conviveu com 14 lesões diferentes ao longo dos anos.

Ele afirma que sempre teve em mente a possibilidade de estar vivendo seu último ano no circuito. Não fala em medo, mas diz que sabia que essa chance existia.

"A única coisa positiva que tirei de todas as lesões é que pude aproveitar mais e valorizar ainda mais os grandes momentos. Mas vivi toda a minha carreira no tênis com dor. No meu dia a dia, sofria demais", relatou.

Segundo ele, a necessidade constante de lidar com problemas físicos fazia com que agarrasse cada oportunidade de jogar. Ainda assim, garante que não sente falta dessa rotina.

"Meu corpo estava acabado, para ser sincero. Eu jogava com limitações demais, então isso me permitiu encerrar a carreira em paz", disse. "Existem muitas coisas mais importantes do que o tênis ou o esporte. Mas a adrenalina e aquela sensação especial que o esporte proporciona são algo difícil de encontrar fora dele."

Em outro trecho, ele relata que passou um mês com muitas dificuldades para caminhar.

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