Swiatek encerra 2026 e já planeja 2027 com mais rede, saque e voleio
Sem jogar desde a lesão na coxa esquerda, Iga Swiatek diz que quer melhorar a aproximação à rede, o saque e o voleio em 2027 e pede paciência no trabalho com Francisco Roig.

Sem entrar em quadra desde a lesão na coxa esquerda que abreviou sua temporada, Iga Swiatek já tem clareza sobre o que pretende mudar no próprio jogo em 2027. Em papo com a plataforma chinesa Migu, a tenista colocou a aproximação à rede e o aprimoramento do saque e do voleio no topo da lista.
“Acho que é bastante óbvio o que preciso melhorar. Sempre foi o jogo de saque e voleio, ir um pouco mais à rede. Mas haverá tempo para tudo”, afirmou a ex-número 1 do mundo.
O entrave, segundo ela, é o calendário. Swiatek lembrou que o circuito não reserva blocos longos de treino e que a maior parte do ano é consumida pela adaptação às condições de cada torneio: “Não temos dois ou três meses de preparação, como acontece em outros esportes”.
Aos 25 anos, a tenista acrescentou que os ajustes chegam em pequenas doses, mês a mês, e precisam conviver com a obrigação de competir. “Você tenta evoluir como tenista, mas também precisa estar pronta para a próxima competição”, disse.
A temporada de 2026 teve altos e baixos. Swiatek abriu o ano como número 2 do mundo e hoje é a nona do ranking. No Aberto da Austrália parou nas quartas de final; nos outros três Grand Slams não alcançou a mesma fase. Em compensação, faturou o WTA 1000 de Toronto.
O fim do ano foi anunciado na última terça-feira: sem se recuperar da lesão sofrida em Wuhan, a polonesa informou que não voltaria a competir em 2026. Antes, já havia deixado Ningbo e Tóquio fora da agenda. Agora, depois de cinco edições seguidas em quadra, ela não estará no WTA Finals — ausência que não ocorria desde 2020. O título do torneio veio em 2023.
Com seis títulos de Grand Slam na carreira, a polonesa também comentou a parceria com o espanhol Francisco Roig, o técnico que já dirigiu Rafael Nadal e que foi acertado em abril para ocupar o posto do belga Wim Fissette. Para ela, contratar um técnico envolve confiança, porque só a convivência mostra se a escolha estava certa. “Depois de uns dois meses, consegue entender melhor as ideias dele”, observou.
A polonesa contou que gostou da proposta de Roig desde as primeiras conversas, citando a disposição dele para acompanhá-la em vários torneios e mexer no que fosse necessário. Pediu paciência para o processo: “Estou muito feliz por trabalharmos juntos. Acho que está indo muito bem, mas desenvolver o jogo é um processo mais longo”, concluiu.
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