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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Psicólogo vê em Alcaraz um ídolo que se humaniza ao sofrer em quadra

O psicólogo esportivo espanhol José Ortiz Gordo vê em Carlos Alcaraz um atleta em estado de flow, que responde bem à adversidade e sofre em quadra — traço que, segundo ele, humaniza o ídolo diante do público. Aos 26 anos e com seis títulos de Grand Slam, o tenista se apoia no repertório, e não na improvisação para salvar pontos.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 19:56

Um conceito caro à psicologia do esporte ajuda a explicar Carlos Alcaraz: o estado de flow, aquele em que o atleta deixa as coisas simplesmente fluírem. A leitura é do psicólogo esportivo espanhol José Ortiz Gordo, que observou o comportamento do tenista dentro e fora das competições e levou suas conclusões ao diário esportivo Sport.

“Alcaraz é o que chamamos, na psicologia, de um atleta em estado de flow (deixar fluir)”, explica Gordo, para quem o espanhol costuma responder de maneira positiva à adversidade e à dificuldade — e é esse traço que melhora o desempenho dele.

“Para Alcaraz, quanto mais complicada é a partida, melhor as coisas funcionam para ele e mais ele se diverte”, destaca.

Aos 26 anos e com seis títulos de Grand Slam no currículo, o tenista chama atenção pela confiança no próprio repertório. Na visão do especialista, o que decide é a ferramenta escolhida para cada golpe, e não a improvisação para salvar uma bola impossível.

“Ele tem um repertório espetacular, e sua capacidade reside mais na ferramenta que ele utiliza em cada golpe do que em 'como vou salvar uma bola'”, pontua.

O retrato, porém, não é só de virtudes. Mesmo com pontos positivos que considera sólidos, Gordo insiste que o espanhol não escapa das baixas emocionais: há momentos em quadra em que ele sofre, e é esse contraste que aproxima o ídolo de quem assiste.

“Nós o humanizamos, porque vemos que ele é terráqueo, ele se lesiona, sofre e também passa por maus bocados”, completa o psicólogo.

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