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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Irmã do capitão do Goiás vira símbolo do Outubro Rosa com uniforme especial do time

O Goiás lança nesta terça-feira (27) uniformes especiais do Outubro Rosa, com Carol, irmã do capitão Henrique Batagim, como símbolo da campanha. Carol, de 38 anos, está há dois anos em remissão após enfrentar um câncer de mama.

Por RedaçãoPublicado: 27/10/2026, 14:36

“Carol Guerreira!”. Com esse canto, a torcida do Goiás acolheu Carol Batagim, irmã do capitão Henrique Batagim, dias após o diagnóstico de câncer de mama. Dois anos depois desse apoio, o clube lança nesta terça-feira, 27, uniformes especiais para uma campanha do Outubro Rosa, com foco na conscientização sobre o tipo de câncer considerado o mais letal entre mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

As camisas estreiam junto com o time na temporada 2026/2027 da Superliga. O Goiás visita o Suzano, em partida transmitida com exclusividade pela ge tv a partir de 18h30, com pré-jogo começando às 18h. A ação terá dois modelos: no uniforme principal, o verde característico dá lugar ao rosa, com detalhes em preto, enquanto os líberos vestirão uma peça predominantemente preta com toques rosa.

“A gente sabe que o câncer é uma palavra muito pesada, mas tem cura. Eu falo para todas as mulheres: ‘Se cuidem! Façam o autoexame!’”, comentou Carol. “Eu sei que a gente perde o chão, sei que não é fácil, mas não desistam! Converse com seu oncologista.” Ela também repassa o que diz a si mesma desde o diagnóstico: “Olha, eu gosto disso. Deixa eu viver, deixa eu fazer!”.

Em julho de 2024, aos 36 anos, ela sentiu um caroço em uma das mamas e, após exames, recebeu o diagnóstico de HER 2 positivo em estágio 2. O início do tratamento, em setembro daquele ano, coincidiu com as primeiras rodadas da temporada 2024/2025, que marcaram o retorno do Goiás à elite após o título da Superliga B. Apesar das reações do medicamento, ela não deixou de acompanhar o irmão e foi surpreendida pela torcida no Ginásio Rio Vermelho.

Hoje ela está há dois anos em remissão. “Foram seis meses de quimioterapia, depois retirei toda a mama esquerda, fiz a radioterapia, um ano de imunoterapia. Continuo usando os medicamentos, que permanecerão por dez anos”, relatou a projetista de 38 anos, que credita o diagnóstico precoce às chances de cura.

De dentro de quadra, Henrique entende que vestir a camisa é uma forma de estar mais próximo de pacientes que vivem esse cenário. “O pessoal ficou muito feliz pela homenagem. Creio que isso demonstra toda a energia que minha irmã coloca fora. Não só ela, mas todas as mulheres que estão lutando contra o câncer. Tenho certeza que elas vão vencer”, disse o capitão.

O uso do esporte como ferramenta de conscientização foi o princípio do propósito da campanha, segundo o gerente de marketing do Goiás, Rogério Farina: a ideia é levar o tema para milhares de mulheres que acompanham o vôlei. O Atlas de Mortalidade aponta 20.820 óbitos por esse tipo de câncer em 2024, último ano disponível de dados.

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