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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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“Grande desafio”: Julia de Paula encara primeira Superliga e reencontro com o Brasil

Aos 21 anos, Julia de Paula disputa sua primeira Superliga feminina pelo Fluminense, depois de passar a infância na Espanha, onde defendeu a seleção no Mundial de 2025. Ela trata o retorno ao Brasil como um grande desafio e um reencontro com as raízes.

Por RedaçãoPublicado: 28/10/2026, 12:25

Aos 21 anos, Julia de Paula vive uma temporada de recomeço com a camisa do Fluminense. Nascida em Teresópolis, foi para o exterior com apenas 50 dias de vida; foi na Espanha que passou a infância e deu os primeiros passos no vôlei.

De volta ao Brasil para a primeira temporada na Superliga feminina, a ponteira/oposta trata o momento como chance de evoluir. “Meu ponto forte sempre foi o ataque, e sei que posso agregar bastante à equipe nesse aspecto. É um grande desafio para mim, mas encarei essa oportunidade com muita vontade de crescer. Acredito que seja um desafio lindo”, disse.

Antes do Flu, passou por Stuttgart e Thüringen (Alemanha), Gran Canaria (Espanha) e Rzeszow (Polônia). Com a camisa da Espanha, jogou o Mundial de 2025 — a primeira participação do país na competição em 43 anos.

A procura do clube carioca pesou na decisão. “Quando soube que o Fluminense estava interessado em mim, senti uma alegria imensa. Foi muito bom saber que o meu trabalho estava dando bons resultados a ponto de despertar o interesse de um clube de uma das melhores ligas do mundo. A possibilidade de voltar ao Brasil e defender um time tão grande e histórico também pesou bastante.”

Ela desembarcou no Rio em julho, jogou o Carioca e a Copa SuperVôlei e agora concentra tudo na Superliga. Fora das quadras, o retorno também significa recuperar convivência familiar que a distância limitou.

“Minha vida fora das quadras está sendo mais do que especial. Estou podendo fazer coisas que não tive a oportunidade de viver durante a infância, como ir à casa da minha avó, passear com meus primos e conhecer melhor a vida deles. Meus pais nunca me deixaram perder esse meu lado brasileiro, mesmo morando fora”, contou a atleta, que tem nacionalidade espanhola.

Para o agente Raphael Vinhedo, do Team GM, o movimento vai além do esporte. “A Julia construiu uma trajetória importante no voleibol europeu e teve a oportunidade de representar a Espanha em uma competição do porte do Mundial. Agora, voltar ao Brasil aos 21 anos tem um significado que vai além da carreira esportiva. Nosso papel é dar o suporte necessário para que ela consiga aproveitar essa oportunidade, seguir evoluindo como atleta e viver esse reencontro com suas raízes.”

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