Natália Silva rebate cobrança por luta com Shevchenko: "Eu sou a campeã"
A campeã peso-mosca do UFC, Natália Silva, rebateu a cobrança por uma luta com Valentina Shevchenko e disse que não precisa vencer a antiga dona do título para provar que merece o topo da divisão. Ela conquistou o cinturão em 3 de outubro, ao bater Wang Cong no UFC 332, e deve voltar a lutar na primeira metade de 2027.

“Ninguém me deu o cinturão, eu fui lá e conquistei.” A frase é de Natália Silva, campeã peso-mosca (57 kg) do UFC, e resume o tom da resposta que a mineira deu a quem cobra dela um duelo com Valentina Shevchenko.
Em entrevista exclusiva, a lutadora afirmou que não precisa bater a antiga dona do título para provar que merece o topo da divisão. A posição contraria parte da comunidade do MMA, que trata a luta como obrigatória para dar legitimidade ao reinado dela.
O cinturão foi conquistado em 3 de outubro, quando Natália superou a chinesa Wang Cong na principal do UFC 332. A ideia original era enfrentar Shevchenko na mesma noite; a lesão da veterana, porém, tirou a rival do card, o título acabou liberado e a divisão seguiu rodando enquanto ela se recuperava.
Desde então, a expectativa era ver Shevchenko do outro lado do octógono na primeira defesa de cinturão. Os planos da ex-campeã, no entanto, seguem indefinidos: especula-se desde uma mudança para o peso-galo (61 kg), onde pegaria a vencedora de Kayla Harrison contra Amanda Nunes, até a aposentadoria.
“Não sei o que ela pensa ou o que ela vai fazer. Se ela quer voltar, se ela não quer voltar. Mas, para mim também, pouco importa! Para falar a verdade. A Valentina tem um grande legado na organização, eu respeito a história dela, o que ela fez é muito difícil de ser feito. Ela chegou aos 38 anos no topo. Vários anos no topo. Desde que começou essa categoria no UFC, ela dominou essa categoria praticamente o tempo todo. Então, assim, eu respeito a história dela. Mas não faz diferença para mim”, afirmou Natália.
Ainda assim, Natália reconheceu o tamanho do caminho trilhado pela rival, que reinou na categoria até 57 kg por vários anos. E garantiu que a porta continua aberta: se Shevchenko se recuperar e quiser voltar, o duelo acontece.
“Se ela quiser tomar outro rumo, fazer outra coisa, para mim está tudo bem também. Eu não preciso vencer a Valentina para me provar para ninguém. Eu já sou a campeã”, finalizou.
A tendência é de uma campeã ativa. Natália deve lutar de novo em breve, talvez na primeira metade de 2027, se estiver em condições físicas. Na fila da divisão aparecem bem postulantes como Jasmine Jasudavicius e Alexa Grasso.
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