Madureira busca quarta vitória seguida no Oktagon 96, em Munique
Henrique Madureira volta ao octógono neste sábado, no Oktagon 96, em Munique, e busca a quarta vitória consecutiva na organização diante do austríaco Daniel Schordje, no peso-pena. Aos 37 anos, ele ficou conhecido por um triângulo invertido aplicado em novembro de 2025 que muitos consideram a finalização mais bonita do ano.

Henrique Madureira volta ao octógono neste sábado, 31 de outubro, no Oktagon 96, em Munique, na Alemanha, embalado pela finalização que muitos consideram a mais bonita de 2025 — um triângulo invertido que levou o nome do capixaba às manchetes do mundo da luta.
Aos 37 anos, ele busca a quarta vitória consecutiva na organização diante do austríaco Daniel Schordje, no peso-pena (limite de 66,2 kg). O card tem como atração principal a disputa do cinturão dos meio-médios entre Amiran Gogoladze e Jessin Ayari; a transmissão do Combate começa às 14h (de Brasília).
O lance que o projetou aconteceu em novembro de 2025, na terceira luta dele no Oktagon — uma vitória e uma derrota até ali. Diante do albanês Eriglent Prizreni, Madureira acabou de cabeça para baixo, pendurado nas costas do albanês, até ouvir uma dica vinda do córner rival.
"Até hoje não consigo entender o que aconteceu, aquilo foi muita loucura! O cara que lutei é campeão de wrestling da Albânia. Estava tentando entender o que meu córner falava, e quando fui ver estava de cabeça pra baixo pendurado, e o cara andando comigo pelo ringue. Pensei: 'esse cara vai me jogar de cabeça, vai sentar na minha cabeça'. E quando ele estava indo para perto do córner dele, ouço: 'só cuidado com o triângulo'! Consegui fechar o triângulo e saí correndo", contou.
Segundo o lutador, natural de Vila Velha, o feito o levou a outro patamar e o obrigou a treinar especificamente a posição. "Até hoje as pessoas vêm falar comigo sobre esse feito. É uma coisa que acontece uma vez só na vida, marca patenteada. Tive que treinar aquele triângulo depois, porque aquilo não é algo que você treina na academia", disse.
Dono de um cartel de dez vitórias e sete derrotas, ele contabiliza que, se chegar a seis triunfos seguidos, terá chance de disputar o cinturão, hoje vago. Na última apresentação, dominou o polonês Jonatan Kujawa.
Sobre o rival, dono de um cartel com dez vitórias, um empate e uma derrota, Madureira traçou um perfil detalhado: um adversário que imita o hábito de Max Holloway de chamar o rival ao centro no fim do round e que, como Randy Couture, pressiona na grade e desgasta por cansaço, sem gastar muita força nos golpes.
"Fui treinar para melhorar meu footwork, minha movimentação. Se ele anda só em linha, vou ter que cortar ângulo", afirmou.
Radicado em Munique há cinco anos, onde integra as equipes Munich Top Team e 89 MMA, ele se define como um lutador de origem no kickboxing, faixa-preta na modalidade, com faixa-roxa de jiu-jitsu e base de capoeira e judô.
"Chama todo mundo pra sala, mas tirem as crianças, porque vai ser feio o que vai acontecer lá dentro! É Halloween e vou deixar meu oponente pronto pra ir para a festa", encerrou.
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