Shogun diz que parou de verdade, relembra o cinturão e critica o MMA 'morno'
Maurício Shogun voltou a lutar em setembro, contra Glover Teixeira, na primeira aparição oficial depois da aposentadoria, e garante que não pretende repetir a experiência. Campeão do GP do PRIDE em 2005 e do UFC em 2010, ele entrou no Hall da Fama em 2024 e critica o MMA atual por lutar para garantir pontos.

Maurício Shogun voltou a lutar em setembro, contra Glover Teixeira, na primeira aparição oficial depois da aposentadoria, e garante que não pretende repetir a experiência.
O convite surgiu em uma quinta-feira, por telefone. "De primeira fiquei meio apreensivo, mas contatei minha advogada, acertaram as coisas e deu tudo certo", contou em entrevista. O camp durou dez semanas. "O Glover era um cara que era pra gente ter se enfrentado no UFC, mas nunca deu certo de casar a luta."
Depois da derrota, chegou a pedir revanche, mas recua. "Na hora ali a gente tá emocionado, querendo mais, pedi a revanche, mas acho que agora eu parei mesmo", revelou.
Fora do octógono, toca a Shogun Team, que reúne mais de 80 academias espalhadas pelo país e uma filial na Suíça.
Campeão do Grand Prix do PRIDE em 2005 e do UFC em 2010, quando nocauteou Lyoto Machida em luta eleita o nocaute do ano, ele foi incluído em 2024 no Hall da Fama do UFC, entre os pioneiros. A luta contra Dan Henderson, no UFC 139, foi eleita a melhor de 2011.
Sobre o rumo atual do MMA, é crítico. "Quando eu, Vanderlei, Minotauro, Werdum lutávamos, a gente sempre queria a luta acabasse rápido de alguma forma, por nocaute ou finalização, e isso mudou", disse. "Hoje em dia lutam muito para garantir pontos."
Questionado sobre quem mantém aquele estilo, apontou dois nomes: "Acho que o Charles do Bronx e o Poatan são dois exemplos que sempre tentam essa luta em pé."
Da noite do cinturão, lembra das dificuldades: "Estava lutando contra um apêndice de grau 2, tive que fazer a cirurgia e em tese não poderia nem estar movimentando direito."
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