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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Moicano leva o carisma para fora do cage e constrói a marca 'Money Moicano'

Renato Moicano volta ao octógono neste sábado como atração principal do UFC Vegas 123, contra o promissor Tom Nolan, em Las Vegas, aos 37 anos e sem cinturão. Sem o tratamento comercial dado a prodígios, ele construiu a própria marca, a Money Moicano, com entrevistas afiadas e lives no YouTube.

Por RedaçãoPublicado: 31/10/2026, 09:36

Renato Moicano volta ao octógono neste sábado (31) como atração principal do UFC Vegas 123, contra o promissor Tom Nolan, no Meta Apex, em Las Vegas. Aos 37 anos, o brasiliense parece ter achado um jeito de virar negócio a própria irreverência, o dom de falar e a paixão pelo MMA.

Sem cinturão do Ultimate e sem o tratamento comercial dado a alguns prodígios da organização, ele se tornou um personagem do mundo das lutas: o "Money Moicano". O duelo com o australiano é mais um capítulo da missão que o acompanha nesta altura da carreira — medir as credenciais das jovens promessas da divisão (70 kg).

Depois de bater Chris Duncan na rodada anterior, ele encara outro nome da nova geração. Na prática, o veterano virou uma espécie de "porteiro" do topo da divisão: a ele cabe frear quem tenta chegar perto da elite.

Reduzir Moicano a lutador seria ignorar sua faceta mais interessante. Com entrevistas afiadas, microfone quente depois das vitórias e uma personalidade que rouba a cena, ele aprendeu a vender seu peixe em cada aparição. A lógica lembra, com as devidas proporções, o modelo que Conor McGregor popularizou: o show não começa quando a porta do cage se fecha.

Redes sociais e streaming deram a ele canal direto com o público. As lives no YouTube, com comentários sobre MMA e conversa com fãs, criaram uma comunidade em volta do nome. Mais recentemente, ele ampliou o alcance ao lançar o "Money Moicano MMA", evento com duas edições realizadas no Brasil — e segue cumprindo a rotina pesada de quem ainda luta no alto nível.

O curioso é que a marca não depende de cinturão nem de campanha institucional do UFC. Moicano nunca foi vendido como o próximo fenômeno da casa; construiu identidade própria, apoiada em carisma, conhecimento do esporte e espontaneidade.

A escolha por Nolan tem também um motivo íntimo: havia um duelo marcado com Brian Ortega, cancelado pela segunda vez em poucos meses, e ele preferiu outro adversário a esperar de novo pelo americano.

Dentro do octógono, Moicano precisa mostrar que ainda compete entre os principais do peso-leve e barrar mais uma promessa. Fora dele, o trabalho é manter de pé um empreendimento com identidade própria: vencer importa, mas legado que não dependa do resultado também.

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