Corinthians leva reação ao clássico e quer confirmar mudança de postura
O Corinthians encerrou uma série de 10 jogos sem vitória no Brasileirão ao vencer o Mirassol por 2 a 0 na sexta-feira (30). Agora leva a reação ao clássico com o São Paulo, nesta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, após conversas internas com Seedorf.

O Corinthians transformou a semana mais tensa do ano em uma sequência de conversas internas, e agora leva essa reação para o clássico. A resposta que o elenco busca será cobrada nesta quarta-feira (4), contra o São Paulo, na Vila Belmiro.
Antes disso, ao bater o Mirassol por 2 a 0 na última sexta-feira (30), o time pôs fim a 10 partidas sem vitória no Brasileirão. Foi o primeiro efeito visível de um movimento que começou nos bastidores.
O estopim foi a derrota de virada sofrida diante do Vasco, em São Januário, na 32ª rodada. O resultado deixou o elenco frustrado e, ao mesmo tempo, serviu de alerta: atletas com mais rodagem, gente do departamento de futebol e o técnico Clarence Seedorf passaram a encarar a semana seguinte como um limite e como o início de uma reação.
Segundo apuração, a mobilização nasceu principalmente dos jogadores. O treinador e o gerente de futebol Julio Cesar apoiaram as medidas adotadas pelo grupo e ajudaram a repetir as mensagens, dentro e fora do clube.
Quem convive com o dia a dia percebeu mudança clara na postura do elenco ao longo da semana, e a diferença ficou mais evidente no próprio dia do jogo contra o Mirassol. Havia consciência interna de que o discurso de união precisava de resposta em campo, e a vitória cumpriu esse papel.
Uma nova resposta positiva nesta quarta-feira é vista como consolidação do novo ambiente e como forma de o grupo passar a semana de Data Fifa com mais tranquilidade.
Parte dessa mudança passa por Julio Cesar. Após a saída de Marcelo Paz, o gerente assumiu novas responsabilidades e virou o contato mais direto entre jogadores e diretoria. Ex-goleiro revelado pelo próprio Corinthians, ele é visto como alguém que entende a rotina e a linguagem de um vestiário.
O contraste de perfil com o antecessor pesa nesse processo: Marcelo Paz cuidava mais da parte administrativa, enquanto o atual gerente se identifica bem mais com o dia a dia dos atletas. Desde as novas atribuições, ele acompanha de perto as demandas do grupo e defendeu que o intervalo entre os duelos com Vasco e Mirassol fosse encarado como o momento decisivo.
A discrição dele na condução do trabalho também é avaliada de forma positiva, num momento em que o clube se incomoda com vazamentos.
O holandês endossou as decisões tomadas pelas lideranças ao longo das conversas da semana e reforçou que o grupo precisava mudar de postura. O peso dele, porém, não se limita ao lado técnico e tático.
Internamente, o treinador é tratado como mobilizador do elenco. A trajetória como jogador ajuda: os atletas respeitam a carreira dele e recebem bem as orientações, o que dá força a mensagens sobre confiança, atitude e responsabilidade coletiva.
O trabalho inclui ainda parceria mais intensa com Anahy Couto, psicóloga do clube. Seedorf organiza atividades que aproximam o grupo e costuma falar sobre concentração, confiança e controle emocional, na tentativa de reduzir o peso dos problemas externos.
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