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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Vacherot encara Djokovic na estreia em Paris e trata o jogo como uma final

Vacherot estreia contra Djokovic nesta terça-feira, às 10h30, no Masters de Paris, e trata o duelo como uma final. Ele reencontra o sérvio 13 meses depois de vencê-lo em Xangai, quando era o 204º do mundo; hoje é o 27º e chega com cinco vitórias seguidas.

Por RedaçãoPublicado: 02/11/2026, 17:37

Valentin Vacherot conquistou o ATP 500 de Basileia no domingo e, sem tempo para comemorar, já pensa no confronto com Novak Djokovic, adversário da primeira rodada do Masters 1000 de Paris. O monegasco sabe que uma derrota nesta terça-feira encerra a sua temporada, mas garante estar pronto para mostrar o melhor tênis.

“É meu último torneio do ano. Tecnicamente, amanhã à noite minha temporada pode ter acabado. Espero que não, mas isso é bom porque me mantém concentrado, dando 100%. Depois serão as férias. Acho que seria mais difícil estar totalmente focado se soubesse que ainda teria três ou quatro torneios pela frente”, afirmou ele em entrevista à ATP nesta segunda-feira.

“Vou enfrentar Djokovic em Paris, a uma hora de voo de casa. Posso dar tudo de mim e depois respirar um pouco”, completou o monegasco, dono de dois títulos no circuito — o segundo veio na Suíça.

O reencontro acontece 13 meses depois da vitória que mudou a carreira dele. Na semifinal do Masters 1000 de Xangai, quando era apenas o número 204 do mundo e vinha do qualificatório, Vacherot bateu o sérvio por 6/3 e 6/4, seguiu até o título e se tornou o campeão de pior ranking na história da categoria.

Ele soube que teria Djokovic pela frente na noite de sexta-feira, após eliminar as quartas de final em Basileia. “Eu já estava tendo uma boa semana e tentando chegar à semifinal. Saber que enfrentaria Djokovic na estreia do torneio seguinte foi como a cereja do bolo. Agora, com o título, ainda mais”, contou.

A campanha na China o colocou de vez entre os 40 melhores do mundo. Hoje ele é o número 27 do ranking e desembarca em Paris com cinco triunfos seguidos — a mesma série que carregava antes de derrubar o ex-número 1 em Xangai.

“Será uma partida totalmente diferente. Naquela época, tudo era surreal. Estar na semifinal de Xangai e enfrentar Novak era surreal. Vencê-lo foi uma loucura. Agora será um jogo mais normal, porque estou entre os 40 melhores há um ano”, avaliou.

Para ele, Djokovic segue no topo e o jogo não será como outro qualquer. Vacherot diz que quer fazer uma boa partida e oferecer um grande espetáculo, lembrando que o estádio estará lotado e que adorou jogar em Paris no ano passado.

O monegasco também guarda boas lembranças do torneio: alcançou as quartas de final na sua primeira participação, no ano passado. Sob o comando do meio-irmão Benjamin Balleret, ele pretende usar a experiência acumulada desde Xangai, ainda que reconheça a dificuldade do adversário.

“Ainda estou aproveitando o título de ontem. Acho que só vou entrar de verdade no clima do torneio hoje à noite ou amanhã de manhã. Mas enfrentar Novak é sempre difícil. Tento me concentrar em mim, olhar para o outro lado da rede e ver o que posso fazer”, concluiu.

Djokovic, do outro lado, tem 39 anos e é o 11º do ranking; em Paris, chega como cabeça de chave 10. Campeão sete vezes em Paris, o sérvio ainda persegue um lugar no ATP Finals de Turim. O jogo está marcado para esta terça-feira, na central, como terceiro do dia, com início por volta das 10h30, em Brasília.

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