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04/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Luz e Matos garantem vaga no ATP Finals e repetem feito de 1983

Luz e Matos garantiram vaga no ATP Finals e repetiram feito de 1983, a última vez que o Brasil teve uma dupla totalmente brasileira no torneio. A vitória na estreia do Masters 1000 de Paris levou os gaúchos a 3.995 pontos, fora do alcance dos rivais.

Por RedaçãoPublicado: 04/11/2026, 17:59

Orlando Luz e Rafael Matos carimbaram nesta quarta-feira o passaporte para o ATP Finals, que fecha a temporada com as oito duplas mais bem colocadas do ano. O Brasil não tinha uma dupla formada só por brasileiros no torneio desde 1983.

A vaga veio com a vitória na abertura do Masters 1000 de Paris e com a queda dos rivais diretos. Diante de Mariano Navone, da Argentina, e Alejandro Tabilo, do Chile, os gaúchos marcaram 6/4 e 6/3 em 61 minutos, quebrando o saque no primeiro game e abrindo 2/0 na segunda parcial, que fecharam no segundo match-point.

Na corrida pelo Finals, a dupla chegou a 3.995 e ficou fora do alcance de Guido Andreozzi e Manuel Guinard (3.955) e de Julian Cash e Lloyd Glasspool (3.820). Os dois times caíram na estreia — os primeiros em dois tiebreaks, os britânicos em três sets.

A referência histórica é de quatro décadas atrás: Cássio Motta e Carlos Kirmayr, em 1983. Desde então, Jaime Oncins, Marcelo Melo e Bruno Soares estiveram no Finals apenas com parceiros de outros países. No simples, o único brasileiro a competir foi Gustavo Kuerten, campeão em 2000.

Em 2026, a parceria tem quatro troféus: Buenos Aires e Santiago, no saibro, mais Montréal e Cincinnati, estes dois de Masters 1000; some-se o challenger de Braunschweig. Em Paris, onde são cabeças de chave 8, aguardam nas oitavas o ganhador do confronto entre Lucas Miedler e Neil Oberleitner e Arthur Reymond e Luca Sanchez.

Diante de dois especialistas em simples, a dupla salvou os três break-points que enfrentou, disparou quatro aces, ficou com 82% nos pontos de primeiro serviço e aproveitou três das nove chances de quebra que criou.

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