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05/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Rui Moreira assume o comando da seleção feminina de Portugal

Rui Moreira assume a seleção feminina de vôlei de Portugal, substituindo Hugo Silva, e vai acumular o cargo com o comando do Dentil/Praia Clube. Ele chega com o título da Superliga brasileira e planos até o ciclo de Los Angeles 2028.

Por RedaçãoPublicado: 05/11/2026, 12:41

Rui Moreira volta a dirigir a seleção feminina de vôlei de Portugal. Ele sucede a Hugo Silva, um dos treinadores que mais o inspiraram, e assume a equipe após uma trajetória marcada por títulos nacionais e internacionais.

O técnico português traz na bagagem o título da Superliga do Brasil com o Dentil/Praia Clube, batendo gigantes como o Gerdau Minas e o Sesc RJ Flamengo de Bernardinho. Ele continuará acumulando as funções no clube brasileiro ao lado do novo cargo na seleção — e revelou ter recebido outras propostas internacionais antes de responder ao chamado de Portugal.

“Recebi sondagens de outras seleções para assumir o comando já em 2027, outras para começar depois do Mundial de 2027 e até possibilidades de integrar comissões técnicas que estarão em Los Angeles 2028. Mas, com muito orgulho, senso de missão e responsabilidade, quando recebi o contato da FPV, tudo isso passou para segundo plano.”

Rui chega num momento de consolidação do vôlei feminino português, depois das marcas alcançadas na gestão de Hugo Silva, entre elas o título da Silver League em 2024 e a vaga nas oitavas da EuroVolley deste ano.

“Primeiramente, dou os parabéns pelo trabalho que tem sido feito nos últimos anos, tanto a nível de resultados, como a nível de evolução e desenvolvimento. Estive no primeiro Campeonato da Europa, em 2019, e muitas destas atletas deram os primeiros passos na equipe adulta e nessa competição. São notórios a evolução e o desenvolvimento desde esse período até agora. Por isso, parabéns ao Hugo, ao seu staff, à FPV e às atletas pelo que conseguiram alcançar nos últimos anos.”
Os objetivos estão desenhados: manter presença nos Europeus de 2028 e 2030 com resultados melhores, crescer na Liga Europeia entre 2027 e 2031 e sonhar com um Mundial em 2029 ou 2031. “Acredito que nosso primeiro passo seja entender o que foi feito de bom, identificar os pontos que precisam ser aprimorados e perceber onde ainda podemos evoluir.”
O treinador quer aproximar clubes, seleções de base e comissão técnica. “Quero, juntamente com minha comissão técnica, acompanhar de perto o trabalho dos clubes e a evolução das jogadoras, tanto das que atuam em Portugal quanto das que jogam no exterior.”

Conhecedor do cenário nacional, ele trabalhou nas seleções jovens (Sub-15, Sub-16, Sub-17 e Sub-18) e foi assistente da principal em 2019. Também dirigiu o AJM/FC Porto, com seis troféus em três temporadas, e o SL Benfica, clube em que pôs fim a 50 anos de seca nacional no vôlei feminino adulto, ao lado do professor José Jardim. Antes, iniciou a carreira de treinador no CD Fiães, a convite do pai, e teve em Hugo Silva, no GC Vilacondense e nas seleções jovens, sua grande inspiração.

Sobre o título brasileiro, ele destaca o valor da conquista para os treinadores portugueses. “Estou muito feliz, principalmente porque, como português, carregando uma bandeira nas costas, consegui provar, com essa conquista, que o treinador português tem valor e qualidade e que, muitas vezes, precisa apenas de uma oportunidade. Costumo dizer que qualidade não tem nacionalidade.”

Ele cita jogadoras portuguesas em ligas fortes, como Júlia Kavalenka na Itália, Alice Clemente e Amanda Cavalcanti na Bundesliga, Beatriz Rodrigues na França, além de atletas nos Estados Unidos, e treinadores como André Sá (França), Ricardo Lemos (Espanha) e Bruno Leite (Brasil).

“A visão para a equipe passa pela consolidação de uma cultura de exigência, dedicação e orgulho de vestir a camisa da seleção”, resumiu.

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