Andrade foi para os EUA ainda no colégio e vem em boa crescente no circuito
O paulista Lucas Andrade, de 21 anos, deixou o Brasil ainda no ensino médio para estudar e competir nos Estados Unidos. Formado pela University of South Carolina, ele vive boa fase e subiu quase 200 posições no ranking.

Cada vez mais jogadores chegam ao tênis profissional depois de passar pelo universitário americano. Entre os que estão no Costa do Sauípe Open, três brasileiros conhecem bem esse caminho; o segundo capítulo é sobre Lucas Andrade, formado e ex-competidor pela University of South Carolina.
Formado há pouco, o paulista de 21 anos escolheu um caminho diferente. “Sempre foi uma ideia minha, do meu pai, que já morou fora”, contou Andrade, que foi para os Estados Unidos mais cedo que os outros, ainda no ensino médio, antes de entrar no universitário. Depois de ouvir propostas, optou por South Carolina.
“Lá eles me deram uma oportunidade para jogar. Não estava num nível de tênis tão alto para ir para a universidade que eu fui, mas acabaram vendo um potencial e me deram essa oportunidade. Eu evolui bastante e foi a melhor escolha que fiz”, conta o tenista.
“Acho que eu tive a sorte de ter um treinador muito bom, Josh Goff, que entende muito de tênis e me ajudou muito. A temporada universitária é muito dura, que são jogos todos os finais de semana. Então, tem que saber estar sempre jogando com a cabeça boa, que perde um jogo e já tem outro”, acrescentou.
Ao contrário de Rafael Tosetto, que estudou nos EUA durante a pandemia, Andrade competiu no circuito durante as férias e conquistou em 2025 o primeiro título da carreira, um M25 em São Paulo. Depois de quatro anos só em quadras duras, teve de se readaptar ao saibro.
“Eu não estava acostumado a jogar (no saibro) e acho que essa é a maior diferença. O pessoal lá na rápida está sempre jogando muito para frente, o jogo fica muito mais rápido. No saibro é um pouco diferente, tem que ter mais a manha, colocar mais as bolas, jogar com mais altura, mais peso, correr mais”.
A adaptação tem dado resultado: seus três títulos vieram no saibro, com destaque para os dois seguidos em Quito, em outubro.
“Fui para o Equador com o objetivo de ir bem nas duas semanas, pontuar bastante. Acho que fui no jogo a jogo e estava me sentindo muito bem lá, sacando bem. Todo jogo eu estava achando um caminho, estava no flow, me sentindo muito bem em quadra”, analisou.
Os títulos o fizeram subir quase 200 posições, chegando ao 581º lugar, o melhor da carreira. Nesta reta final, pretende disputar challengers como convidado ou pelo quali; depois do torneio baiano, volta ao Rio, onde mora e treina na Tennis Route, para preparar quatro challenges: dois em La Paz, um em Bogotá e outro em El Salvador.
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