Campeão no Oktagon, Igor Severino relata reconhecimento na Europa
Igor Severino defende o cinturão peso-galo do Oktagon contra o alemão Max Holzer neste sábado, em Hannover, na casa do rival. Ele diz sentir reconhecimento na Europa e soma dez vitórias e uma derrota na carreira.

Igor Severino é o dono do cinturão peso-galo (até 61,2 kg) do Oktagon e, aos 23 anos, já carrega um currículo cheio de capítulos: ex-campeão do Jungle Fight, vitória no Contender Series e uma passagem polêmica pelo UFC. Neste sábado (7), o paraense defende o cinturão diante do alemão Max Holzer, em Hannover, na casa do rival — e comemora o reconhecimento que diz ter conquistado até entre fãs europeus.
“Sinto que as pessoas já me conhecem. Quando eu estava no aeroporto, um policial chegou pra mim e perguntou: ‘o que você vai fazer aqui?’. Vou lutar. ‘E qual seu nome?’. Severino. E ele: ‘ah, Severino!’. É da hora ter esse reconhecimento aqui, tão longe, na Alemanha, na Europa. É o que a gente sempre sonhou, estar nesses lugares, e hoje estou vivendo o que sempre sonhei”, contou em entrevista.
Antes de encarar Holzer, ele esperava uma revanche com o cazaque Zhalgas Zhumagulov, adversário de junho e da que seria sua primeira defesa desde o título de março. A luta terminou sem resultado na Eslováquia. Igor controlava o então campeão dos moscas — que subiu de divisão para desafiá-lo — até o médico encerrar no meio do segundo round, depois de um golpe involuntário acertar a região íntima do rival.
“A gente queria fazer a luta, conversei com minha equipe e falei nas entrevistas que queria dar o próximo passo, mas achava que ainda não tinha terminado esse. Sentia essa sensação e propus essa revanche, e na verdade a equipe dele que não quis mais. Eles falaram que iam voltar para os 57kg, e como a categoria tem que rodar, imediatamente aceitei essa outra proposta, que foi lutar aqui na Alemanha contra o Holzer. E estou aqui fazendo o meu trabalho e muito feliz com isso.”
Severino chega com dez vitórias e uma derrota — justamente a desclassificação pela mordida na sua única luta no UFC. Do outro lado, Holzer está invicto em 12 lutas e terá a primeira chance de título depois de seis vitórias seguidas no Oktagon.
“Fico bem empolgado quando luto contra esses caras que têm muito nome, que têm uma história legal. Fico feliz com isso e gosto desse desafio.” Segundo ele, como campeão aceita qualquer adversário que lhe ofereçam — e espera uma luta de contato: Holzer troca quando não sente perigo em pé e agarra quando sente.
No card, Igor conta com o irmão Matheus Severino, seis anos mais velho e quem o apresentou ao mundo das lutas. “Fico mais ansioso com a dele do que com a minha. A minha eu controlo, quem vai entrar e sair na porrada sou eu, mas a dele é ele, então fica só a minha torcida do lado de fora.”
Matheus estreou no Oktagon vencendo Shawn Marcos da Silva, justamente na noite em que o irmão conquistou o cinturão. Agora ele encara o curdo Mohammed Walid, chamado em cima da hora para o lugar do afegão Abdul Karim Badakhshi. O duelo, antes marcado no peso-mosca, passou para o galo: Walid não teria tempo hábil para bater o peso.
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