Volkanovski ganha a luta que pediu contra Evloev, com história do peso-pena em jogo no UFC 333
Alexander Volkanovski defende o cinturão dos penas contra o invicto Movsar Evloev na luta principal do UFC 333, sábado, em Abu Dhabi, com um recorde da divisão ao alcance.

Alexander Volkanovski passou a maior parte do segundo reinado como campeão peso-pena do UFC pedindo uma luta que poucos outros na categoria de 145 libras pareciam querer. Ele a terá no sábado, em Abu Dhabi, com Movsar Evloev na luta principal do UFC 333 e um pedaço da história da divisão ao alcance.
Volkanovski (28-4) completou 38 anos há um mês. O segundo reinado começou em abril de 2025, quando respondeu a duas derrotas por nocaute técnico tomando o cinturão vago dos 145 libras de Diego Lopes; sábado traz a segunda defesa do título. Uma vitória o levaria a nove triunfos em disputas de cinturão peso-pena do UFC, superando Jose Aldo — batido por Volkanovski em 2019 — e igualando as sete defesas do brasileiro na categoria de 145 libras.
Evloev (20-0), russo de 32 anos, ganhou a chance ao viajar a Londres em março e superar o até então invicto Lerone Murphy na decisão dos juízes, por decisão majoritária. O caminho até ali foi mais longo do que parecia: em fevereiro a organização o preteriu e marcou Volkanovski com Lopes pela segunda vez no UFC 325, mesmo com Evloev tendo vencido Lopes em 2023.
Volkanovski vinha pedindo a luta desde o início.
Penso que é assim que deve ser. Existe uma responsabilidade em ser campeão. Foi sempre assim comigo e sempre será
Foi o que ele disse na semana passada.
Lesões e lutas desmarcadas atrasaram Evloev tanto quanto as dúvidas sobre seu apelo comercial, e dez aparições no octógono não produziram nenhuma finalização. A sequência recente — Dan Ige, Lopes, Arnold Allen, o ex-campeão peso-galo Aljamain Sterling e Murphy — é forte o bastante para que ele faça sua primeira disputa de título em pé de igualdade, depois de três anos sem açúcar refinado.
Ele não vai murchar, e mostrou que consegue estar ali pelos 25 minutos... Isso é contra lutadores que não são Alexander “The Great” Volkanovski
Na leitura de Volkanovski, contra Murphy, Evloev mostrou que poderia ter controlado a luta no chão depois de quedas fáceis no fim, mas seguiu trocando em pé para atender à demanda por emoção, e perdeu um ponto no quarto round por golpe baixo.
O wrestling não o assusta — ele cita a derrota polêmica por decisão para Islam Makhachev pelo cinturão dos leves em 2023 como prova de que absorve pressão de quedas. Nem Evloev traz a ameaça de nocaute que Lopes carregou para duas lutas, ou o striking pouco ortodoxo de Yair Rodriguez, finalizado em três rounds três anos atrás; Volkanovski não vê nada que o impeça de caminhar para frente.
Se ele quiser tentar me derrubar, venha tentar. Mas eu vou estar bem ali, na sua cara, colocando as mãos em você
Já o terceiro lutador mais velho a defender um cinturão do UFC, atrás de Daniel Cormier e Randy Couture, ele fala abertamente sobre o gás de Evloev e sobre um desafiante que nunca aprendeu a perder.
Eugene Bareman, que divide o comando técnico com Joe Lopez, da Freestyle MMA, deu sua própria avaliação.
Trabalho duro, comprometimento, dedicação, vontade de melhorar vão superar e vencer o talento todos os dias. Para mim, ele é a versão da nossa geração do GSP
Volkanovski venceu as 12 primeiras lutas no UFC e chegou a emendar 22 vitórias seguidas. No peso-pena, perdeu uma vez em 14 idas ao octógono, nocauteado no segundo round por Ilia Topuria em 2024, e previu uma finalização no sábado.
Alguém me batendo por 25 minutos eu acho impossível. Não tem como me levar ao chão e, mesmo se levar, eu volto direto pra cima e vou forçar você a lutar em pé
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