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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Borralho minimiza jogo de chão de Belgaroui e projeta MMA completo no UFC 334

Borralho minimizou o jogo de chão de Belgaroui no UFC 334, em Nova York, e disse que o rival “não duraria um minuto” numa luta de jiu-jitsu. Top 5 dos médios, ele encara um adversário fora do top 15 e projeta um MMA completo, com trocação e quedas.

Por RedaçãoPublicado: 02/11/2026, 17:37

Caio Borralho já sabe o que vai encontrar pela frente no UFC 334, em Nova York (EUA). O peso-médio (84 kg) maranhense, top 5 da divisão, encara o holandês Yousri Belgaroui, um kickboxer de currículo longo em pé — e, na leitura do próprio brasileiro, um adversário que não impõe medo quando a luta vai para o chão.

O representante da Fighting Nerds reconheceu as credenciais do rival na trocação, mas tratou o grappling dele como um setor em que a diferença de nível aparece rápido. Belgaroui é parceiro de treinos de Alex Poatan, chega embalado por três vitórias no UFC — todas por nocaute —, foi campeão do GLORY e já superou o próprio Poatan.

“É a única coisa que ele (Yousri) pode fazer, né? (trocação). Ele vai o que? Me colocar para baixo e fazer jiu-jitsu comigo? Em uma luta de jiu-jitsu, ele não duraria um minuto comigo. Ele vai apresentar as armas que ele tem, são boas defesas de queda. Ele vai muito bem contra os wrestlers. Ele tem essa confiança, os wrestlers pegam as costas, mas ele sai bem. Mas estou indo lá para fazer MMA, para levar um jogo que talvez ele nunca enfrentou dentro da organização. Ele pegou caras que jogam mais parados, que estavam desesperados para quedar. Estou indo para essa luta para trocar porrada com ele, e a queda vai aparecer em qualquer momento”, analisou Caio.

Apesar de apontar a brecha no jogo do oponente, o brasileiro deixou claro que não pretende transformar o duelo em uma disputa de quedas. A ideia é misturar as artes marciais: aceitar a trocação quando a chance surgir e buscar o desequilíbrio em qualquer momento, como ele mesmo resumiu na entrevista.

O confronto também carrega um debate paralelo. Borralho é top 5 dos médios e vai encarar alguém que nem aparece no top 15 do ranking, combinação que costuma ser descrita como risco alto para retorno pequeno. O lutador concorda em parte com a leitura do público, mas justificou o aceite pelo momento de ascensão do rival no Ultimate.

Segundo ele, Belgaroui era o adversário que existia para ser enfrentado — o nome que a organização ofereceu. Caio lembrou que nunca recusou luta ou oponente no UFC e contou que, no primeiro instante, achou a escolha sem sentido justamente por causa do ranking. Depois, com a razão no lugar da emoção, encontrou motivos: a sequência de três nocautes, o trabalho ao lado de Poatan e o rótulo de bicho-papão da organização.

O card do UFC 334 tem ainda duas disputas de cinturão. No co-main event, Amanda Nunes e Kayla Harrison fazem a superluta do MMA feminino pelo título peso-galo (61 kg). Na luta principal, Ciryl Gane e Josh Hokit disputam o cinturão linear dos pesos-pesados.

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