Clássico de Melbourne dá às A-Leagues uma vitrine, com Manchester do lado de fora
O Melbourne City recebe o Melbourne Victory no AAMI Park na noite de sábado, e as A-Leagues querem que o assunto seja o público, não Manchester: a diretora-executiva do Victory, Caroline Carnegie, fala em vitrine e diz que qualquer coisa abaixo de lotado será menos do que gostariam. O recorde do confronto passa de 50 mil, da semifinal de 2015.

O Melbourne City recebe o Melbourne Victory no AAMI Park na noite de sábado, e as A-Leagues prefeririam que o assunto fosse o público, e não Manchester.
Caroline Carnegie, diretora-executiva do Victory, chama o jogo de “vitrine” da A-League Masculina e seu “showpiece”. “Qualquer coisa abaixo de lotado será menos do que gostaríamos de ver”, diz.
Manchester fornece dois subtramas. Juan Mata, ex-Manchester United e hoje coproprietário do Victory, se despede depois de escolher não seguir no clube fundador, e é o primeiro jogo em casa do City desde que a Premier League considerou o clube-mãe em violação das regras financeiras.
O recorde de público do confronto passa de 50 mil, da semifinal que o Victory venceu em 2015, na primeira temporada em que o rival trocou o vermelho do Melbourne Heart pelo azul-céu do City. Só a final de 2025 esgotou desde então. “É uma oportunidade muito boa de trazer gente para ver do que somos feitos”, diz Carnegie.
Em campo, o Victory de Giovanni Savarese cambaleia: derrota para o semiprofissional South Melbourne em uma final cheia da Copa da Austrália e depois derrota na estreia da liga em Wellington. É também o clássico mais cedo do clube desde 2022.
O City mistura know-how e promessa. Mat Leckie está de volta após o problema no isquiotibial que teve na Copa do Mundo, juntando-se aos companheiros de Socceroos Aziz Behich e Awer Mabil, enquanto Medin Memeti, Quinn MacNicol e Kavian Rahmani pressionam por espaço. “Os meninos que temos estão entre os melhores do país”, diz Leckie.
Segundo o ranking da Transfer Room, o City tem três dos quatro jogadores mais valiosos da A-League Masculina; Memeti, Rahmani e o atacante Max Caputo estão cada um perto de US$ 1,5 milhão.
A rede dos donos puxa na mesma direção. O City estabeleceu vários recordes de vendas na A-League Feminina, com a transferência de Leticia McKenna para o Nottingham Forest, perto de US$ 200 mil, a mais recente. A receita com transferências entre clubes australianos triplicou e mais em 2023-24, estabilizando-se em US$ 10 milhões a 20 milhões por ano. Um campo de treino de US$ 2 milhões veio primeiro, depois uma academia de US$ 20 milhões em 2024, cerca de metade financiada com dinheiro público.
Steve Rosich, diretor-executivo da APL, chama o City de “significativo” e “crítico” para o futebol em Melbourne. “O City continua revelando Socceroos e Matildas, e elogiamos especialmente o investimento no programa feminino”, diz.
Manchester quase não chegou ao vestiário. “Aconteça o que acontecer, não há nada que possamos fazer”, diz Leckie. “É jogar.”
Rosich tem muito mais em pauta. Um acordo com a Football Australia evitou uma disputa de arbitragem neste mês. A primeira rodada, transmitida pela Network Ten em torno do clássico de Sydney, teve o maior alcance desde 2021 nos números dele, enquanto os cinco jogos produziram a melhor média de público de rodada de abertura desde 2019, incluindo os 3.441 do Macarthur. Aurelio Vidmar, técnico do City, quer mais quatro clubes admitidos rapidamente, e uma estratégia de “curto prazo” da APL se apoia em torcedores com menos de 35 anos, na A-League Feminina e na participação.
Carnegie trata o clássico como um teste disso. Investidores minoritários no Victory — Mata, Tony Bloom, do Brighton, a Total Soccer Holdings, os donos do QPR que também têm a licença do Central Coast Mariners, e Bill Foley, do Auckland FC — mostram, argumenta ela, que existem “fundações por baixo”. “O que precisamos é que as pessoas venham e apoiem, e aí vai crescer como bola de neve.”
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