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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Sem Makhachev no UFC 336, Carlos Prates fica entre esperar o título ou aceitar o cinturão interino

Islam Makhachev não vai subir no octógono do UFC 336, marcado para janeiro, no Canadá, e o quadro dos meio-médios muda: Carlos Prates, número 1 do ranking, fica entre esperar pela disputa do cinturão ou aceitar o cinturão interino. O motivo da ausência não está confirmado. A análise cobra da organização uma saída para o título.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 20:33

O quadro dos meio-médios mudou de figura. Conforme apurei, Islam Makhachev não vai subir no octógono do UFC 336, marcado para janeiro, no Canadá — e isso embaralha o que se desenhava como uma das lutas mais esperadas da divisão.

A leitura que se fazia era direta: o campeão dos meio-médios, dono do cinturão de 77 kg, teria pela frente Carlos Prates, hoje o número 1 do ranking. Sem o russo no card, a pergunta que se impõe é outra. O brasileiro aguarda? Ou aceita um adversário diferente enquanto o título não se resolve?

Sobre o motivo da ausência, o que se sabe é pouco. Não está confirmado se houve lesão ou se o russo pediu apenas mais tempo antes de voltar. Para os próximos meses, esse detalhe importa; seja qual for a razão, porém, entendo que a organização precisa apresentar uma saída para a disputa do cinturão.

Aqui falo como analista, não como repórter de bastidor. Na minha leitura, Prates chegou a um ponto da carreira em que não deveria mais assinar lutas sem valor de título. Não porque esteja acima de todo mundo, mas porque o lugar que ocupa no ranking e o momento que atravessa pedem outra condução de carreira.

O brasileiro é o primeiro da fila. Construiu nome na organização, mostrou que pode encarar o topo dos meio-médios e se colocou como desafiante. Cobrar que ele siga colecionando vitórias sem perspectiva concreta de cinturão não se sustenta.

Esperar, claro, também custa. A janela de um lutador é curta; meses parado atrapalham o ritmo e adiam metas esportivas e financeiras. Por isso não defendo uma espera sem prazo. A pergunta é o que o UFC oferece no lugar.

Vejo, então, dois cenários. Se houver condição real de o russo voltar em prazo razoável, o caminho é aguardar a disputa linear. Se não existir previsão concreta, a organização deveria estudar um cinturão interino.

Nesse segundo caso, dois nomes chamam minha atenção: Michael Morales e Ian Garry.

Ele é um dos lutadores mais perigosos da divisão. Colocá-lo diante de Prates significaria juntar dois homens que perseguem o topo por mérito próprio — duelo de alto nível, com poder de atrair público e de apontar quem merece a próxima chance.

Garry conta outra história. O irlandês é o único que já venceu Prates no UFC. Uma revanche valendo o interino teria apelo óbvio, pelo histórico e pela relevância esportiva.

Alternativas, portanto, não faltam. Manter Prates à espera do campeão ou montar uma disputa interina contra alguém que represente avanço real na corrida pelo título: são esses os caminhos que a organização tem nas mãos. O que não se justifica é escalar o brasileiro em mais um combate sem recompensa compatível com sua posição.

Prates conquistou o direito de estar nessa conversa. Sendo o número 1, não deveria voltar à estaca zero a cada rearranjo de planejamento.

Em resumo: esperar por Islam Makhachev ou brigar pelo cinturão interino diante de Michael Morales ou de Ian Garry — é o que faz sentido para mim agora, e outra saída não me parece razoável.

Perguntas frequentes

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