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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Flávia Saraiva leva o bronze na trave e iguala melhor marca do Brasil em Mundiais

Flávia Saraiva conquistou o bronze na trave no Mundial de Roterdã com 14,300 pontos e igualou a melhor marca do Brasil no aparelho. Kaylia Nemour levou o ouro com 14,566, mesma nota de Zhang Qingying, que ficou com a prata no desempate.

Por RedaçãoPublicado: 25/10/2026, 13:07

Flávia Saraiva sorria antes mesmo de ver a nota. Neste domingo, em Roterdã, a brasileira cravou a melhor série de que dispunha na final da trave e levou o bronze do Mundial de ginástica artística com 14,300 pontos — a segunda medalha do Brasil na Holanda, depois do tricampeonato de Rebeca Andrade no salto.

A espera era longa. Cotada ao pódio da trave desde a Rio 2016, Flavinha tinha duas finais olímpicas no aparelho e chegava à Holanda para a terceira decisão em Mundiais; no ano anterior, parou em quarto por muito pouco. Agora, igualou o resultado de Rebeca Andrade em 2023 — os melhores desempenhos do país na trave.

“Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais”, disse a ginasta. Ela também falou do peso do trabalho acumulado. “Tá todo mundo lutando por cada décimo. Eu queria aproveitar essa oportunidade e fazer o meu melhor.”

Especialista de trave desde a base, foi prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014 e medalhista por equipes em Paris 2024. Em Mundiais, esta é a terceira medalha: em 2023, prata por equipes e bronze no solo.

A final teve nível altíssimo. Kaylia Nemour abriu com série de grau de dificuldade elevado e anotou 14,566. Zhang Qingying, líder da classificatória e campeã em 2025, recebeu a mesma nota, mas ficou com a prata no desempate da execução — 8,266 contra 8,066, critério que deu o ouro à argelina. As duas inverteram o pódio de 2025.

Skye Blakely, campeã do individual geral, teve dois desequilíbrios médios e somou 13,633. A italiana Manila Esposito, bronze na trave em Paris 2024, perdeu uma ligação, mas fez boa série para 14,066. A japonesa Mana Okamura caiu e ficou fora da briga, com 12,666. A francesa Elena Colas tirou 14,100, e a chinesa Qiu Qiyuan, segunda na classificatória, só chegou a 13,633.

Na vez de Flavinha, todas as ligações saíram bem — inclusive o flic + layout + layout que a tinha derrubado no individual geral. Houve só um desequilíbrio médio no mortal lateral — nada capaz de apagar o sorriso. O 14,300 garantiu o pódio. O técnico Francisco Porath ainda pediu recurso para subir dois décimos na dificuldade, mas a arbitragem manteve 6,1.

Zhang fechou a final com falhas leves e ligações não executadas, porém com 6,5 pontos na maior nota de dificuldade da decisão. Os 14,566 empurraram Flavinha para o bronze e deram a prata à chinesa, que só perdeu o ouro no desempate da execução.

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