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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Padel cresce no Brasil e mira entrada no programa olímpico de Brisbane 2032

A Federação Internacional de Padel lançou há uma semana uma campanha pela entrada da modalidade no programa olímpico de Brisbane 2032, com cerca de 40 milhões de praticantes em 191 países. No Brasil, a Liga Brasileira de Padel estima 700 mil praticantes e cerca de mil quadras.

Por RedaçãoPublicado: 27/10/2026, 20:14

Cerca de 40 milhões de praticantes em 191 países dos cinco continentes, mais de 91 mil quadras, aproximadamente 235 mil postos de trabalho e contribuição de quase R$ 50 bilhões para o PIB global em 2026. Estes dados fazem parte do “cartão de visitas” usado pela Federação Internacional de Padel (FIP) para pleitear a entrada da modalidade no programa olímpico, e há uma semana a entidade lançou uma campanha pela inclusão em Brisbane 2032.

O esporte que mistura tênis e squash também vive uma crescente no Brasil: a Liga Brasileira de Padel estima 700 mil praticantes, distribuídos por cerca de mil quadras, com concentração no Sul, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

“O padel pode agregar a Brisbane 2032 uma comunidade global, competições eletrizantes tanto no feminino quanto no masculino e um esporte que o público pode descobrir e continuar praticando muito depois dos Jogos”, declarou o presidente da FIP, Luigi Carraro. “Nossa ambição é dar à próxima geração, na Austrália e no resto do mundo, a oportunidade de sonhar em representar seu país no palco olímpico.”

Em 20 de outubro, a FIP formalizou o Dia Mundial do Padel fazendo referência ao tamanho da quadra: 20 metros de comprimento e 10 de largura. A entidade aproveitou a ocasião para renovar o pleito de inclusão na edição que marcará o retorno dos Jogos ao território australiano.

Para Los Angeles 2028, 36 esportes vão mobilizar milhares de atletas, com beisebol, lacrosse, críquete e softbol retornando ao programa e flag football e squash estreando. Para entrar nesse grupo em 2032, o padel precisa ser reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), ter uma federação que reja a modalidade internacionalmente e seguir o código antidoping e a Carta Olímpica — além da popularidade em 75 países e quatro continentes, requisito que parece preencher.

Segundo o CEO da Liga Brasileira de Padel, Jaison Corrêa, uma combinação de fatores gera conexão rápida entre o esporte e o praticante, acompanhada do movimento de astros de outras modalidades, como os tenistas Carlos Alcaraz e Rafael Nadal e os jogadores Ronaldo Fenômeno e Neymar Jr. “O padel reúne características que as pessoas procuram hoje em dia, tipo saúde, qualidade de vida, convivência social, diversão. É um esporte dinâmico, praticado em duplas, que permite que pessoas com diferentes idades e níveis de habilidade comecem a jogar e evoluam rapidamente.”

Apesar de ainda não ser reconhecido pelo COI, o padel tem admissão de entidades como o Conselho Olímpico da Ásia, os Comitês Olímpicos Europeus e a Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais da África. Nas regras, a quadra é fechada com vidro na parte de trás e grades nas laterais, com piso de grama sintética e rede a 0,88 m; só é jogado em duplas, mas a pontuação é igual à do tênis (15, 30, 40 e game, com vantagem em caso de empate em 40), sets de seis games e melhor de três. O saque é cruzado, sempre por baixo da cintura e com pelo menos um pé no chão.

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