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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Sem arena de padrão mundial, Brasil segue fora do calendário da NBA, diz Tatum

Tatum diz que falta a São Paulo uma arena indoor de padrão mundial para a NBA voltar ao Brasil e que a liga quer lançar uma competição europeia de 16 times em outubro de 2027.

Por RedaçãoPublicado: 22/10/2026, 17:25

A NBA desembarca na Cidade do México, em Paris e em Manchester na temporada 2026/2027. O Brasil, descrito pela própria liga como um dos mercados estrangeiros mais importantes, fica de fora mais uma vez, e o motivo apontado por Mark Tatum é bastante material: falta uma arena coberta com padrão internacional.

Vice-comissário da NBA, Tatum tratou do assunto em videoconferência com jornalistas na terça-feira (20), dia em que a 81ª edição da liga começou oficialmente. Ele citou São Paulo pelo nome, reconheceu o peso do país na estratégia de internacionalização e, em seguida, listou o obstáculo.

O gargalo, na visão dele, é físico: em São Paulo não há "uma arena indoor de classe mundial". Tatum lembrou que a liga já jogou no Rio de Janeiro e pode voltar, mas condicionou qualquer retorno à melhora da estrutura local.

"Certamente levaríamos a NBA para lá", afirmou.

O Rio recebeu três amistosos de pré-temporada, realizados em 2013, 2014 e 2015, todos em arena na Barra da Tijuca. O Chicago Bulls venceu o Washington Wizards de Nenê Hilário no primeiro; na edição seguinte, LeBron James e Anderson Varejão comandaram o Cleveland Cavaliers contra o Miami Heat; e, em 2015, o Orlando Magic superou o Flamengo.

A relação com o basquete brasileiro, aliás, não foi interrompida. Tatum fez elogios ao trabalho conjunto com a LNB, a Liga Nacional de Basquete, que organiza o NBB, e ao intercâmbio técnico mantido com a entidade. Em agosto, Nick Nurse, treinador do Philadelphia 76ers, percorreu estados brasileiros dando clínicas a treinadores e professores.

Onde a liga enxerga avanço concreto é na Europa. Desde 2025 a NBA discute uma competição própria no continente, com 16 times e estreia prevista para 2027/2028. Chegou-se a estudar uma fusão com a Euroliga, principal torneio europeu, mas os clubes envolvidos rejeitaram o plano, o que não arrefeceu o otimismo do dirigente.

O projeto, segundo ele, segue de pé: a NBA quer "uma liga europeia" com lançamento em outubro de 2027, prazo que Tatum considera realista, e espera "anunciar nossas equipes em breve", assim que as negociações fecharem.

O argumento usado para seduzir os europeus é financeiro. A Euroliga existe desde 2000 e tem competitividade alta, mas convive com prejuízos: o Real Madrid fechou 2023/2024 com um déficit de 20,8 milhões de euros (o equivalente a mais de R$ 117 milhões), segundo veículos especializados.

Tatum contou ter visto relatórios de clubes europeus sem estabilidade financeira e disse que as franquias da NBA dão "lucro a partir do terceiro ano". Segundo ele, a liga vai "triplicar esses números" e sustentar o ritmo por mais de uma década, aporte que classificou como o maior da história do basquete europeu.

Sobre o ritmo das conversas, foi breve: as negociações seguem "progredindo o mais rápido possível", e ainda há muito trabalho pela frente.

Enquanto isso, os jogos internacionais da liga já têm endereço: Denver Nuggets x Indiana Pacers na Cidade do México, em 7 de novembro; San Antonio Spurs x New Orleans Pelicans em Paris, em 14 de janeiro; e o mesmo duelo em Manchester, em 17 de janeiro.

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