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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Leclerc põe a Ferrari na frente em Austin e o pelotão briga com as ondulações

Charles Leclerc terminou a sexta-feira no Circuito das Américas na liderança das duas sessões, com 1:36.052 na FP1 e 1:35.291 na FP2. Kimi Antonelli ficou a 0.042s do tempo do piloto da Ferrari, e Lewis Hamilton admitiu desconforto com as ondulações do traçado.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 22:55

Charles Leclerc fechou a sexta-feira no Circuito das Américas na liderança das duas sessões, com 1:36.052 na FP1 e 1:35.291 na FP2, dando à Ferrari a vantagem inicial em um traçado onde ele já venceu. Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe, tinha ritmo com os pneus médios, mas um erro na primeira volta com os macios o deixou quatro posições atrás quando a tarde terminou.

“A sensação no carro era muito boa. As nossas atualizações funcionaram como esperado, mas não podemos nos deixar levar por expectativas altas demais antes de amanhã, porque acredito que os nossos concorrentes têm mais potencial para explorar”, disse Leclerc, citando Kimi Antonelli e Max Verstappen como os nomes prováveis na briga pela pole.

Hamilton ficou menos confortável. “Não foi o dia mais fácil. Tentamos uma direção diferente de acerto, mas eu não estava confortável no carro, especialmente sobre as ondulações”, afirmou, acrescentando que Leclerc mostrou que o ritmo estava lá.

A Mercedes tinha os seus próprios problemas para resolver. Antonelli, quinto na FP1, precisou voltar ao box na FP2 para ajustar um assento que se movia na cabine e acabou 0.042s atrás do tempo de referência, em segundo. “Não tivemos a melhor sessão na FP1, com o equilíbrio do carro longe do ideal. Mesmo assim conseguimos melhorar para a FP2 e demos um bom passo à frente”, disse o italiano. George Russell reclamou dos freios na FP1 e levou um susto grande em uma volta antes de terminar em quinto.

Leclerc e Russell também tiveram um entrevero: os dois disputaram o mesmo trecho da pista; os comissários revisaram o incidente e decidiram não tomar nenhuma providência.

O resto do pelotão passou o dia atrás de aderência em uma superfície que fez jus à fama de ondulada. O travamento das rodas dianteiras foi uma queixa recorrente, e vários pilotos descreveram um carro difícil de manter na janela certa de uma volta para outra, o que transformou as duas sessões em uma mistura de experimentos de acerto e coleta de dados para esta temporada e a próxima.

Uma garagem teve uma tarde mais movimentada do que a maioria depois de perder a FP1, com várias peças e acertos diferentes ainda a analisar. Outra descreveu um dia produtivo, sem problemas, depois de testar asas dianteiras diferentes. Um piloto resumiu o clima como uma continuação da sensação do circuito de Singapura, onde o carro também se comportou bem. Na outra ponta do pit lane, a torcida da casa teve o que comemorar: a primeira aparição da Fórmula 1 nos Estados Unidos foi chamada de momento especial, e os dados coletados foram descritos como sólidos para o resto do fim de semana.

O que acontece durante a noite agora decide quem leva a vantagem para a classificação, onde mais de um engenheiro avaliou que as margens entre as quatro primeiras equipes são pequenas o bastante para tornar detalhes mínimos decisivos.

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