Mercedes enxerga briga de oito carros pela pole em Austin; Norris discorda
A Mercedes aposta em uma briga de oito carros pela pole em Austin, depois de Charles Leclerc liderar os dois treinos de sexta por margens abaixo de um décimo. Lando Norris discorda e diz que a McLaren é arisca demais para encaixar uma volta perfeita.

Os dois treinos livres de sexta-feira em Austin desenharam um equilíbrio raro na Fórmula 1, com Charles Leclerc na frente das duas sessões por margens mínimas: menos de um décimo tanto sobre Max Verstappen no primeiro treino quanto sobre Kimi Antonelli no segundo.
Em cada sessão, três pilotos de equipes diferentes ocuparam as três primeiras posições — Ferrari, Red Bull e McLaren pela manhã; Ferrari, Mercedes e Red Bull à tarde. É daí que sai a aposta do chefe-substituto da Mercedes, Bradley Lord, em uma “disputa entre oito carros”.
“Estávamos analisando as sobreposições dos treinos livres e é preciso olhar com atenção para realmente notar muita diferença entre Leclerc, Verstappen, Kimi, e Norris também parece forte. Acho que será uma disputa muito acirrada entre os oito carros, tanto no geral quanto em uma única volta. É uma questão de décimo, meio décimo aqui e ali”, disse.
Para a equipe que lidera os dois campeonatos, a segunda sessão trouxe alívio. As novidades estreitadas no Bahrein vinham rendendo pouco na Malásia e em Singapura, onde a Mercedes chegou a rodar com dois carros de configurações diferentes. Os dados de Marina Bay ajudaram a guiar o acerto para Austin, e Antonelli saiu satisfeito com o primeiro dia.
“Ter os dois carros no mesmo pacote de atualização ajuda porque podemos testar muitas coisas diferentes e entender melhor esse pacote. Desde Singapura, tendo aquela semana de folga, conseguimos analisar os dados e entender melhor o que esse pacote precisa. No entanto, ainda estamos tentando descobrir como colocar o carro na janela certa. Me senti melhor no carro em comparação ao primeiro treino”, contou o italiano.
O líder do campeonato pode garantir o título já nesta etapa, desde que os resultados colaborem: mesmo vencendo, dependeria de George Russell chegar no máximo em nono e de Lewis Hamilton não passar do quinto lugar.
Do lado da McLaren, a leitura é outra. Lando Norris acompanhou os ponteiros pela manhã, mas sofreu com o carro à tarde e descreveu sua McLaren como arisca demais para encaixar uma volta perfeita, com a dificuldade já conhecida nas curvas de baixa velocidade.
“É como se eu estivesse no fio da navalha em todas as curvas. Você precisa pilotar com uma margem de erro exata e forçar o carro de todas as maneiras possíveis. Não pode deixar só a frente, nem só a traseira. É simplesmente muito difícil e torna impossível encaixar voltas boas na classificação”, afirmou o atual campeão.
Verstappen foi mais otimista, embora aponte as ondulações do Circuito das Américas como o principal obstáculo. “O fato de ser tão ondulado torna tudo ainda mais difícil. Tentamos encontrar um bom ritmo e equilíbrio no carro. Trabalhamos nisso entre a primeira e a segunda sessão. Ainda há algum trabalho a ser feito, mas não foi um mau começo de fim de semana.”
Verstappen chega embalado por duas vitórias consecutivas. A Ferrari, porém, leva a Austin o derradeiro pacote de novidades do ano, com um assoalho novo; a Scuderia garante que as peças não devem valer mais que um décimo. “Nossas atualizações funcionaram como esperado, mas não devemos nos deixar levar por expectativas muito altas para amanhã, pois acredito que nossos concorrentes têm mais potencial para explorar. Kimi e Max já parecem muito fortes”, disse Leclerc.
A terceira sessão livre começa às 14h30 de Brasília; a classificação, às 18h.
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