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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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A longa provação de Jorge Martín na Aprilia e a mais nova fratura

Jorge Martín fraturou o rádio do braço direito ao cair na sprint de Phillip Island, quando disputava a liderança com Marc Marquez. O piloto da Aprilia completou apenas 60% das corridas desde que assinou com a equipe: perdeu 20 dos 118 grandes prêmios desde a estreia, quatro com a Ducati e 16 com a Aprilia.

Por RedaçãoPublicado: 24/10/2026, 12:45

A carreira de Jorge Martín na MotoGP tem sido uma sequência de quedas, voltas e retrocessos, e a mais recente aconteceu no sábado, quando ele caiu com força ao disputar a vitória e a liderança do campeonato com Marc Marquez na sprint de Phillip Island.

O piloto da Aprilia fraturou o rádio do braço direito. Uma tomografia em Melbourne na noite de sábado vai mostrar se a ulna também está fraturada e se a fratura é deslocada; os resultados saem no domingo de manhã e vão decidir se ele voa para a Espanha para operar ou fica para tentar correr em Sepang, o que só é possível se a fratura for limpa.

Martín chegou à MotoGP com a Pramac-Ducati em 2021 e caiu forte já no seu terceiro GP, em Portugal. Voltou em 6 de junho, em Barcelona, depois de seis semanas afastado, e então completou cada uma das 72 corridas seguintes com a Ducati: as doze finais de 2021 e todas as 20 de 2022, 2023 e 2024, a temporada em que foi campeão.

Poucos meses antes daquele título, desapontado por não ter sido escolhido para a equipe oficial da Ducati, ele se comprometeu com a Aprilia para 2025 e 2026, e a queda livre começou. Desde então completou apenas 60% das corridas do calendário: sete em 2025 e 17 neste ano, com a etapa australiana de domingo perdida por causa da fratura no rádio.

No total, 118 grandes prêmios terão sido disputados do seu debut até este domingo em Phillip Island, e ele perdeu 20: quatro com a Ducati e 16 com a Aprilia.

A estreia com a Aprilia foi no teste de pré-temporada em Sepang, em 5 de fevereiro de 2025, onde caiu duas vezes, fraturando o quinto metacarpo da mão direita e o pé esquerdo em três pontos. De volta à Espanha para operar, ele mirava estar em forma para o terceiro teste ou para a abertura da temporada na Tailândia.

No fim de fevereiro, tentou uma supermoto em um pequeno circuito em Lleida; tudo ia bem até uma falta de concentração o levar ao chão, com o azar de uma fratura deslocada: rádio distal esquerdo, escafoide e uma fratura no piramidal, o que custou Tailândia e Argentina.

Depois de mais de dois meses fora, voltou no GP do Catar em 13 de abril, classificando-se em 15º, terminando em 16º na sprint e caindo 13 voltas depois na corrida de domingo, quando andava no fundo do pelotão. No chão, foi atingido por Fabio Di Giannantonio, e o impacto quebrou onze costelas e causou um pneumotórax que o manteve duas semanas em um hospital de Doha. "A pior lesão da minha vida, achei que ia morrer", disse ele.

Passaram-se 96 dias até o retorno, no GP da República Tcheca em 20 de julho. Depois de cinco provas, se machucou de novo, na sprint do GP do Japão em 27 de setembro, e voltou à mesa de cirurgia. Perdeu Motegi, Indonésia, Austrália, Malásia e Portugal, voltando em Valência para a última corrida, a sétima aparição de domingo dele nas 22 previstas em 2025.

No inverno, percebeu que a mão esquerda não se recuperava bem e, depois de várias consultas, optou secretamente por mais duas operações, uma no escafoide esquerdo e outra para trocar a placa da clavícula. Perdeu toda a pré-temporada e não pilotou uma moto de MotoGP de 18 de novembro até 1º de março de 2026, outras 10 semanas fora.

Desde o retorno em Mandalika, havia completado todas as 17 corridas disputadas neste ano, liderando o campeonato desde o verão, até sábado. Agora vai ficar de fora da primeira das 18 etapas que terão sido realizadas até domingo, e ainda não está claro se conseguirá correr as duas próximas, em sequência na Malásia e no Catar.

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