F1: entenda o teste da FIA com carros a 35 km/h no TL1 em Austin
A FIA fez um teste no TL1 em Austin com os carros a cerca de 35 km/h por pelo menos três segundos na curva 15, para medir a eficácia das mudanças de software após os problemas em Sepang. A Mercedes mantinha o motor perto de 9.000 rpm mesmo em baixa velocidade.

Depois dos problemas em Sepang, quando vários carros pararam na volta de apresentação ou perderam potência, a FIA prometeu uma atualização de software já em Austin — e cumpriu. Ao fim do TL1 (primeiro treino livre), a entidade fez um teste específico, com os carros a cerca de 35 km/h, para medir a eficácia das mudanças.
O problema na Malásia nasceu de uma combinação difícil de prever. Desde Miami, em pista molhada, foram aprovados mapeamentos que limitam a potência e tornam a entrega mais suave, além de ajustes no sistema elétrico para deixar a resposta mais progressiva, a pedido dos pilotos.
Em Sepang, alguns fatores se somaram: modo de baixa aderência, a curva 9 entre as zonas de redução de potência elétrica e velocidades muito baixas nas voltas atrás do safety car. Com rotações baixas, alguns carros perderam mais potência do que o previsto e o sistema não conseguiu recuperar rápido; abaixo de certos limites, ficou difícil restabelecer a pressão do turbo.
A Mercedes, por exemplo, manteve o motor perto de 9.000 rpm mesmo em baixa velocidade, enquanto equipes afetadas operavam entre 3.000 e 4.000 rpm.
No teste em Austin, sem chuva, a FIA pediu que todos passassem pela curva 15 — uma das mais lentas do traçado e também em zona de redução — a 35 km/h por ao menos três segundos, de preferência em marcha lenta. Na Malásia, a falha apareceu justamente abaixo de 40 km/h. Não houve anomalias no procedimento.
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