Budkowski desconversa sobre Ocon e agita mercado da Cadillac
A resposta evasiva de Marcin Budkowski, chefe da Cadillac, sobre a dupla de pilotos de 2027 movimentou o mercado: questionado nos 300 GPs de Sergio Pérez se falaria com Ocon, ele disse que praticamente todos os pilotos livres ligaram, mas que não revelaria nada, e confirmou trabalho com Colton Herta.

Uma resposta torta do chefe da Cadillac, Marcin Budkowski, pode mexer no mercado de pilotos da F1 — inclusive em 2027, ano em que a equipe, em tese, já tem a dupla definida.
O GP dos Estados Unidos joga os holofotes sobre as duas equipes americanas do grid. Na Haas, Rafa Câmara está confirmado e a permanência de Oliver Bearman é dada como certa. Na Cadillac, Sergio Pérez e Valtteri Bottas estão, teoricamente, renovados.
A equipe chama os contratos de plurianuais; no paddock, são lidos como um ano com opção de renovação — ou dois, com a mesma cláusula —, e a decisão final é do time. A diferença de rendimento entre os dois pilotos em 2026 alimentou as dúvidas sobre Bottas.
Foi nesse cenário que Budkowski, que substituiu Graeme Lowdon no comando, respondeu na coletiva de sexta a uma pergunta sobre os 300 GPs de Pérez. O repórter quis saber: "O quão difícil é avaliar um piloto que está lutando no fim do grid, ao mesmo tempo em que a impressão é de que ele está fazendo uma temporada melhor que a de seu companheiro de equipe? E, rapidamente sobre pilotos, vocês teriam interesse em falar com Ocon sobre um papel de reserva?"
"Bem, veja, como chefe de equipe, e tenho certeza de que é o mesmo com meus colegas, você recebe ligações e contatos de todos os pilotos ou empresários de pilotos que estão no mercado. Então, há vários pilotos e empresários que entraram em contato comigo", disse.
"Não vou dizer quem é ou quem não é, mas praticamente todos os que estão no mercado entraram em contato, como seria de esperar. Mas sim, acho que este é o último lugar, como você pode imaginar, em que eu comunicaria qualquer coisa sobre a dupla de pilotos."
Ocon na Cadillac é altamente improvável: ele e Pérez não tiveram boa relação como companheiros, e o caminho mais provável seria a reserva da Aston Martin.
Independentemente de Bottas seguir ou não, os donos da equipe querem um piloto americano em um dos carros o quanto antes. Para os donos da equipe, as expectativas de GM e TWG Motorsports andam à frente do progresso atual.
Herta andou no TL1 em Austin, mas está a um ponto da superlicença — a FIA mudou os critérios — e a campanha irregular na F2 não ajuda.
"Obviamente, ter um piloto americano em uma equipe americana é uma ótima história", disse Budkowski à Sky. "Precisa ser o momento certo e o piloto certo. Mas estamos trabalhando nisso. Estamos trabalhando nisso com Colton".
Ele citou ainda Ugo Ugochukwu, campeão da F3, e Sebastian Wheldon, que chega à categoria no ano que vem.
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