Pole de campeão: Antonelli trava duelo com Verstappen em Austin
Kimi Antonelli, de 20 anos, larga na pole do GP dos Estados Unidos em Austin neste domingo e pode se tornar o campeão mais jovem da história da F1, mas depende de uma combinação de resultados e de um duelo direto com Max Verstappen.

Kimi Antonelli fez a parte que lhe cabia. O GP dos Estados Unidos, marcado para este domingo em Austin, pode transformá-lo no campeão mais jovem da história da F1, e o italiano de 20 anos larga na frente depois de uma pole absoluta neste sábado, no Circuito das Américas, deixando para trás as favoritas Red Bull e Ferrari. George Russell, seu companheiro na Mercedes, sai apenas em sexto.
O título exige combinação: Antonelli precisa ganhar a prova e torcer para Russell terminar abaixo do nono lugar e para Hamilton ficar fora do top-5 — o piloto da Ferrari larga em quinto. Talvez seja a parte mais complicada do roteiro, mas o regulamento novo deste ano multiplica quebras mesmo entre os times grandes, e nada está descartado.
Após a classificação, ele admitiu que largar com chance de título será uma sensação única na carreira. Disse que a prioridade é a própria corrida e deu mostras de que o pacote de atualizações da Mercedes, colocado em dúvida em Singapura, rendeu em Austin. Do lado dele, na primeira fila, estará o principal obstáculo: Max Verstappen.
Surpresa a pole não foi, mas a evolução da Red Bull apareceu também com Isack Hadjar em terceiro. Sem nada a perder na tabela, o holandês deve partir para cima pensando só em vencer, o que pode jogar a seu favor em um confronto direto pela ponta.
O duelo entre os dois tem tudo para roubar a cena. Na coletiva, ambos falaram com respeito e transpareceram admiração mútua; Verstappen já enxerga no italiano alguém do mesmo nível para brigar por Mundiais. E a briga deste domingo pode ser o prefácio de 2027, temporada de mudanças pequenas no regulamento.
A Ferrari também merece atenção, apesar da classificação abaixo do esperado. Como já ocorreu outras vezes neste ano, a sexta-feira forte não virou pole para Hamilton nem para Charles Leclerc, ainda que os dois tenham ritmo de prova para incomodar Red Bull e Mercedes.
Em Austin, as paradas tendem a pesar: o desgaste de pneus é elevado e as punições por limite de pista, com carros mais ariscos, devem embaralhar a disputa na frente.
Nesse cenário, Gabriel Bortoleto aparece como apostador de risco controlado. Último no grid, o brasileiro da Audi não tem nada a perder e pode ousar na estratégia, contando com um safety car virtual em momento decisivo — recurso que já definiu corridas nesta temporada, inclusive em Madri.
Sorte ajuda, mas o ritmo mostrado nos treinos credencia a Audi a ser a quinta força, próxima de Racing Bulls e Alpine na briga pelos “pontos que sobram” depois dos oito carros das quatro grandes. A missão do brasileiro, como ele próprio disse após a corrida, não é fácil, mas também “não é impossível”.
O pódio que eu espero para domingo: Antonelli na frente, Leclerc depois e Verstappen fechando — com o italiano cruzando a linha e esperando o que fizerem Hamilton e Russell para confirmar se o título sai em Austin.
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