Antonelli precisa de dois pontos no México para fechar o título da F1 após aula em Austin
Kimi Antonelli lidera a Fórmula 1 com 123 pontos de vantagem sobre George Russell e precisa de apenas dois pontos no México, no próximo fim de semana, para fechar o título com quatro etapas de antecedência. A chance veio da vitória em Austin, de pole, com uma parada e 13s sobre Charles Leclerc.

Kimi Antonelli está a dois pontos do primeiro título mundial de Fórmula 1. O piloto da Mercedes lidera o companheiro George Russell por 123 pontos, e um resultado que valha apenas dois pontos no México, no próximo fim de semana, bastaria para fechar o campeonato com quatro etapas ainda por disputar.
A chance foi construída em uma tarde dominante no Circuit of the Americas, que ele coloca acima da corrida em que largou em 19º em Monza. Antonelli largou da pole em Austin, apostou na estratégia de uma parada enquanto os rivais da frente foram de duas, e venceu com 13s de vantagem sobre o segundo colocado, Charles Leclerc.
Foi a nona vitória dele em uma temporada 2026 que ele dominou: a sétima veio em Monza, em setembro, quando a troca de unidade de potência o obrigou a largar no fundo do grid e ele ainda assim cortou o pelotão; a oitava veio em Madri, e a nona em outubro, na pista americana.
“Em Monza, nós claramente tínhamos o carro mais rápido”, disse. “Éramos simplesmente super rápidos, então é claro que foi incrivelmente especial vir do fundo. Mas também era uma pista onde ultrapassar era relativamente fácil e nós estávamos muito rápidos. Sem dúvida, Monza foi especial demais, e uma que vou lembrar para sempre.”
O ponto dele era sobre execução. “Esta provavelmente, em termos de execução, foi melhor, porque a forma como construímos e como fomos evoluindo o desempenho ao longo do fim de semana foi muito boa”, acrescentou.
O salto entre o ano de estreia e este é enorme, e a calma com que ele lidou com a primeira chance real de título — sem deixar a ocasião atrapalhar o fim de semana habitual de corrida — dizia tanto quanto o cronômetro.
“Tenho muita sorte porque tenho um grupo de pessoas muito bom ao meu redor”, disse ele, citando o pai e o preparador de desempenho. “Eles me ajudam a bloquear o barulho, e é isso que também tem me permitido curtir o fim de semana e render.”
Ele também deixou claro que a temporada não acabou. “Seria bom terminar em alta”, disse, admitindo que há áreas — mentalidade, a forma como lida com certos cenários — que ainda quer afiar quando revisar o ano.
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