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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Análise: o que Bortoleto ainda pode buscar nas últimas etapas

Bortoleto largou do fundo do grid no GP dos Estados Unidos por punições, marcou o sexto melhor tempo no Q1 e ganhou oito posições na corrida, mas o 13º lugar não deu pontos; restam cinco etapas para converter o ritmo em resultado.

Por RedaçãoPublicado: 27/10/2026, 05:26

Para Gabriel Bortoleto, 2026 mudou de cenário dentro da Audi. O brasileiro abriu o campeonato à frente de Nico Hulkenberg, perdeu força ao longo do ano e viu o companheiro de equipe passar à frente. Depois de bater na trave algumas vezes, as últimas corridas podem ser a nova janela para voltar à zona de pontuação.

O rendimento caiu sobretudo no meio da temporada, quando passou a somar resultados fora do top-10 mesmo com velocidade para brigar por posições perto da pontuação. Hulkenberg, do outro lado, aproveitou melhor algumas chances e abriu vantagem na disputa interna.

O cenário ganhou contornos novos no GP dos Estados Unidos. Largou do fundo do grid por causa das punições, mas chamou atenção pelo ritmo ao longo do fim de semana. Com as atualizações, chegou a marcar o sexto melhor tempo no Q1 da classificação.

Na corrida, a recuperação confirmou o potencial do carro. Foram oito posições ganhas até a bandeirada, com várias ultrapassagens, mas o 13º lugar não bastou para levar pontos. Sem as punições que o empurraram para o fundo do grid, o cenário poderia ter sido outro.

Bortoleto resumiu o problema: “Quando você larga em último, precisa ultrapassar tantos carros e usar muito os pneus. Depois, quando consegue ar limpo, é o momento de aproveitar o ritmo. Mas você já não tem aqueles cinco décimos que tinha antes de desgastar os pneus”.

Mais do que o resultado, Austin deixou um recado para a sequência do campeonato: existe ritmo para brigar mais à frente. O próprio brasileiro já identificou as características do carro, apontando as curvas rápidas como ponto forte e as retas como onde a Audi ainda perde para os rivais.

Restam cinco etapas e o desafio é converter o ritmo de Austin em resultado. Com uma largada mais perto do que o carro pode render e um fim de semana sem punições, a zona de pontuação é de novo meta plausível.

A disputa com Hulkenberg também pesa nesse trecho final. A vantagem que o alemão construiu ao longo do ano não apaga o que o brasileiro mostrou no começo do campeonato, mas aumenta a necessidade de reação.

Nesse cenário, a evolução do conjunto e as mudanças no carro podem virar trunfo. Austin mostrou que o desempenho não sumiu, e as próximas etapas dirão se aquele ritmo se repete. Para Bortoleto, somar pontos de novo antes de 2026 terminar seria encerrar o ano por um caminho diferente do que marcou o período mais difícil.

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