Wolff rebate tese de Marko sobre Russell e diz que ele tem o que é preciso
Toto Wolff saiu em defesa de George Russell depois de Helmut Marko afirmar que o britânico não volta a brigar pelo título. Antonelli lidera por 123 pontos, com 125 ainda em disputa, e pode ser campeão no México; Russell, de 27 anos, não conseguiu responder.

Toto Wolff rejeitou a tese de Helmut Marko de que George Russell não consegue se recuperar de perder uma disputa de título para Kimi Antonelli.
Antonelli deve ser coroado na próxima etapa, na Cidade do México, a menos que algo fora do comum adie o momento em uma semana.
Quando a Mercedes dominou o pacote de regras totalmente novo de 2026, parecia uma abertura dourada para Russell, piloto da casa há anos. Em vez disso, o britânico foi ofuscado por um companheiro de equipe com muito menos experiência, que emendou cinco vitórias seguidas no começo do ano e assumiu o controle da classificação.
Houve um breve reavivamento de Russell depois da pausa de verão, mas a combinação de problemas de dirigibilidade com os carros mais recentes e de uma confiabilidade que jogou contra ele fez com que o piloto de 27 anos nunca parecesse capaz de bater Antonelli. Agora até o segundo lugar está ameaçado pelo companheiro da Ferrari, Lewis Hamilton.
Marko, que deixou o cargo de consultor da Red Bull no fim do ano passado e hoje trabalha como comentarista na televisão alemã, não vê caminho de volta. “Russell não é mais o piloto número um.” Ele falou no momento em que Antonelli conquistava a nona vitória da temporada em Austin, com Russell chegando em oitavo. “Antonelli claramente tomou esse posto dele. Duvido que ele tenha outra chance de brigar pelo título mundial ou de receber status de número um em qualquer lugar.”
Wolff discorda. Ele argumentou que Russell tem toda a velocidade necessária e que o equipamento não o ajudou. “Helmut, ele é meu austríaco não tão amigo, mas respeito a opinião dele”, disse. “Mas acho que ele está errado sobre o George. O George tem toda a habilidade. Acho que o carro não combina com ele.”
Wolff prosseguiu dizendo que a fase inicial da temporada é complicada quando um piloto sente que o ano é dele e então um prodígio no outro carro começa a corroer essa crença. “Acho que no começo da temporada talvez seja difícil lidar com uma situação em que você sente que este é o meu ano, e então você tem esse prodígio do outro lado que começa a minar isso de verdade.”
Wolff acrescentou que George, uma vez com um carro rápido, seria capaz de ganhar um título. “E acredito que em uma nova temporada, o George, se dermos um carro rápido a ele, tem absolutamente o que é preciso para vencer um campeonato.”
Wolff citou o histórico do britânico nas categorias de base. “Então acho que é um pouco fácil demais dizer: vamos esquecer todos esses anos em que ele venceu na F2 e na F3, seus anos de estreia e os campeonatos europeus seguidos no kart, tudo isso ainda está lá.”
Os números favorecem Antonelli na entrada do fim de semana no México. Ele lidera sobre Russell por 123 pontos, com 125 ainda em disputa nas últimas cinco etapas. Uma vitória de Russell no Autódromo Hermanos Rodriguez permitiria a Antonelli selar o título com um nono lugar, tornando-o o campeão mais jovem da história da F1; se Hamilton vencer, um único ponto em 10º bastaria para o piloto de 20 anos.
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