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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Wolff elogia trabalho de Antonelli e recorda críticas de que não merecia a F1

Kimi Antonelli venceu o GP dos Estados Unidos e precisa de apenas dois pontos nas cinco provas restantes para ser campeão. Toto Wolff elogiou o trabalho do italiano, de 20 anos, e lembrou as críticas de que ele não merecia estar na F1 em 2025.

Por RedaçãoPublicado: 27/10/2026, 10:16

Kimi Antonelli venceu o GP dos Estados Unidos no último fim de semana, em Austin, no Circuito das Américas, e ficou muito perto de garantir o título mundial da F1. O italiano só precisa somar dois pontos nas cinco provas que faltam; George Russell e Lewis Hamilton teriam de vencer todas as etapas restantes do ano para seguir com chances matemáticas.

Antonelli vai se tornar o campeão mais jovem da história da F1, e tem apenas 20 anos. São nove vitórias na temporada até aqui, e fica difícil imaginar o cenário do ano passado, quando o italiano passou nove corridas sem pontuar e foi bastante criticado por não entregar resultados em uma equipe do porte da Mercedes.

Depois da corrida, Toto Wolff voltou a elogiar a aposta de promover o jovem talento para a vaga que era de Lewis Hamilton — que trocou a Mercedes pela Ferrari em 2025 —, o que abriu caminho para a promoção de Antonelli ao posto de titular. Questionado sobre como avalia a evolução do piloto de 20 anos, o comandante da Mercedes respondeu após a prova em Austin.

“Há muitas pessoas que disseram no ano passado, após nove corridas sem pontos, que ele não deveria ser piloto da Mercedes. Pessoas em outros times que disseram que ele não deveria estar na F1. Lembro das lágrimas em Spa (quando Kimi Antonelli chorou após dificuldades no GP da Bélgica de 2025), então agora é extremamente satisfatório ver o que ele conseguiu fazer, como ele trabalhou com o time, com o Bono (Peter Bonnington, engenheiro de corrida), e ganhando resultados. Mas não foi um caminho fácil.”

O chefe da Mercedes também concorda que o italiano já tem o título praticamente garantido e fez graça sobre selar a conquista já na semana seguinte, no México, com tequila, a bebida típica do país.

“Estou feliz que ele garantiu 99,5% (do título mundial). Ele ainda precisa terminar a corrida no México. Então vai ser uma festa de tequila, ou não vai ser uma festa de tequila, marguerita, mas vai ser uma corrida na semana que vem.”

O dirigente foi um dos principais nomes por trás da ascensão rápida de Antonelli ao posto de titular da Mercedes em 2025, mas afirma que não quer levar sozinho o mérito de ter encontrado o jovem talento.

“Agradeço a menção (por colocar Kimi na F1), mas eu não fui o único responsável por isso. Foi um trabalho de time, foi nosso time júnior que o descobriu quando ele tinha onze anos. E agradeço ao grupo que o desenvolveu por muitos anos. Eu li uma entrevista com o Piero Ferrari na semana passada e ele disse que é um talento que lembra o do Niki Lauda. Este é um trabalho de nove anos.”

Segundo ele, são nove anos de trabalho: desenvolvimento, dificuldades e integração ao time, além da evolução com os engenheiros e do crescimento do piloto, da habilidade e do caráter ao lado dos pais.

O chefe da Mercedes apontou o triunfo em Austin como o mais impressionante do ano, algo que o próprio Antonelli confirmou depois da prova. O italiano, por sua vez, foi convidado a comparar a conquista do último fim de semana com a corrida em que largou do fundo do grid na Itália: para ele, Monza foi superespecial, mas a de Austin foi melhor em execução.

A etapa seguinte da F1 está marcada para o próximo fim de semana, na Cidade do México.

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