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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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MotoGP envia dirigente ao Catar em meio à incerteza sobre o GP de Lusail

A MotoGP enviou Carlos Ezpeleta ao Catar em busca de garantias de segurança para o GP de Lusail, marcado para 6 a 8 de novembro. Uma eventual exclusão da etapa tiraria 37 pontos da disputa pelo título.

Por RedaçãoPublicado: 27/10/2026, 16:28

A MotoGP se aproxima de uma decisão importante sobre a realização do Grande Prêmio do Catar, marcado para os dias 6 a 8 de novembro, no circuito de Lusail. Diante do agravamento das tensões no Oriente Médio, Carlos Ezpeleta, dirigente da MotoGP Group, deverá viajar a Doha nesta semana para buscar garantias de segurança antes da etapa, que permanece cercada de incertezas.

A corrida estava originalmente prevista para abril, mas foi adiada em razão do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã, o que obrigou a organização a reorganizar o calendário e transferir também as etapas de Portugal e Valência para novembro.

Nas últimas semanas, ataques contra infraestruturas civis na Arábia Saudita e alertas de diferentes governos sobre viagens ao Oriente Médio aumentaram a preocupação entre os pilotos. Um dos principais receios é que uma intensificação do conflito provoque o fechamento do espaço aéreo regional, dificultando a saída de pilotos, equipes, funcionários e profissionais de imprensa caso a situação se deteriore durante o fim de semana.

Apesar do cenário, a organização mantém a intenção de realizar a etapa na data prevista. As equipes teriam sido informadas de que o planejamento da viagem continua, enquanto o circuito de Lusail afirmou estar nos estágios finais de preparação. A ida de Ezpeleta a Doha evidencia a necessidade de avaliar as condições locais e obter garantias adicionais antes da decisão definitiva.

A resistência também ganhou força dentro do grid. Segundo informações do The Race, os pilotos fizeram uma reunião reservada durante o Grande Prêmio da Austrália para discutir os riscos e depois levaram suas reivindicações à direção da MotoGP, pedindo garantias concretas de segurança. Entre as medidas discutidas estão um plano de evacuação para o paddock e a cobertura de despesas de hospedagem caso o fechamento do espaço aéreo impeça o retorno das equipes; não está claro se todas as exigências foram atendidas.

Massimo Rivola, CEO da Aprilia, afirmou que as equipes seguem as determinações dos organizadores quando há garantias de segurança, mas reconheceu que o cenário pode mudar rapidamente. No aspecto esportivo, uma eventual exclusão da etapa teria impacto direto na disputa pelo título: sem corrida e sem substituição, 37 pontos deixariam de ser disputados. A possibilidade de encontrar um circuito substituto também é considerada complicada pela proximidade das provas seguintes e pela logística de transporte de motos, equipamentos e estruturas. Até o momento, não há anúncio oficial de cancelamento.

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