Bortoleto x Hulkenberg: como está a disputa interna na Audi após o GP dos EUA
Após o GP dos Estados Unidos, a disputa interna na Audi segue equilibrada: Nico Hulkenberg tem 13 pontos contra 10 de Gabriel Bortoleto e lidera por 10 a 8 nos confrontos diretos. A melhor posição de largada é do brasileiro, oitavo na Bélgica, e apenas três pontos separam os dois.

Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg passaram a defender as cores da Audi em 2026 depois de terem trabalhado juntos na temporada anterior da Fórmula 1 com a Sauber. Sabendo das dificuldades que teriam pela frente, os dois tentam construir uma equipe competitiva, e a disputa interna segue equilibrada.
O brasileiro teve um início promissor: na etapa de abertura, na Austrália, terminou em nono e garantiu os primeiros pontos da Audi na categoria. Depois de um período de dificuldades, voltou a se destacar nos GPs da Grã-Bretanha e da Bélgica, com dois oitavos lugares consecutivos, e em Spa-Francorchamps obteve a melhor posição de largada da equipe na temporada, ao sair em oitavo. Os resultados reforçaram sua capacidade de extrair desempenho do carro, especialmente em voltas rápidas e em circuitos nos quais a gestão de pneus faz diferença.
O brasileiro, porém, também acumulou resultados frustrantes: em cinco etapas — Mônaco, Espanha, Áustria, Hungria e Itália — terminou em 11º, imediatamente fora da zona de pontuação. A confiabilidade pesou sobretudo em Singapura, onde abandonou com aparente problema na caixa de câmbio, e no GP dos Estados Unidos (EUA), em Austin, largou em 21º após a equipe exceder o limite de componentes da unidade de potência, terminando em 13º. Com isso, chegou a 10 pontos, atrás do companheiro.
A campanha do alemão seguiu outro caminho. Apesar da experiência de centenas de GPs, Hulkenberg sofreu com problemas de confiabilidade na primeira metade do campeonato: na Austrália sequer largou, em Miami abandonou e também teve problemas em Barcelona e na Grã-Bretanha. Na etapa espanhola, o carro parou após uma pedra atingir o interruptor de segurança do sistema elétrico, acionando uma função que desligou o monoposto.
A virada começou antes da pausa de verão: nono na Hungria, oitavo na Holanda e décimo na etapa espanhola disputada em setembro, no novo circuito de Madri. Seu melhor fim de semana recente veio em Singapura, com pontos na sprint e oitavo no GP, segurando George Russell nas voltas finais e somando seis pontos. Em Austin, mesmo sem pontuar, terminou em 11º, duas posições à frente de Bortoleto.
Os números após o GP dos Estados Unidos mostram disputa equilibrada: Hulkenberg lidera por 10 a 8 nos resultados das corridas principais, tem 13 pontos contra 10 de Bortoleto, enquanto a melhor posição de largada é do brasileiro (oitavo na Bélgica). Bortoleto terminou em oitavo na Grã-Bretanha e na Bélgica; Hulkenberg também chegou em oitavo na Holanda e em Singapura. Ou seja, o brasileiro tem ritmo semelhante nas classificações, mas o alemão construiu pequena vantagem nas corridas — considerando que ele sofreu mais abandonos e o brasileiro deixou pontos pelo caminho em provas nas quais podia terminar entre os dez primeiros.
A disputa importa também para a construção do projeto da fabricante alemã, que em seu primeiro ano como equipe oficial ainda busca estabilidade no pelotão intermediário: a experiência de Hulkenberg é fundamental nesse processo, enquanto Bortoleto representa uma aposta de longo prazo. Por enquanto, apenas três pontos separam os dois, e o head-to-head segue aberto.
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