McLaren segue atualizando o MCL40 com Brasil e Las Vegas no radar
A McLaren vai continuar levando peças novas ao MCL40 nas rodadas finais de 2026, quando a maior parte do grid já migrou o desenvolvimento para os carros de 2027. Andrea Stella disse que as atualizações devem chegar no Brasil e em Las Vegas.

A McLaren vai continuar levando peças ao MCL40 nas rodadas finais de 2026, enquanto a maior parte do grid já transferiu o desenvolvimento para os carros de 2027.
A decisão vem depois de uma sequência ruim: desde que Lando Norris deixou a vitória escapar em Madri, há um mês, a equipe passou quatro corridas sem pódio, mesmo com componentes novos chegando nesse período.
No GP dos Estados Unidos, Norris se classificou em oitavo e descreveu o MCL40 como “facilmente o carro mais difícil que já pilotei na vida”. Ele chegou a andar em segundo no fim da corrida com um plano alternativo de uma parada, mas foi ultrapassado por Charles Leclerc, Max Verstappen e Lewis Hamilton e caiu para quinto, com Oscar Piastri em sétimo.
O chefe da equipe, Andrea Stella, confirmou que vem mais coisa. “Vai chegar mais material”, disse, antes de detalhar o plano: “Acho que, no fim, só vamos conseguir fazer isso entre o Brasil e Las Vegas. Então, no México não haverá muito, mas no Brasil e em Las Vegas teremos algumas atualizações.”
O objetivo é voltar a brigar à frente de forma consistente. “Espero que isso nos ajude a estar sempre na briga por pódios e a começar a nos aproximar do nível de competitividade necessário para brigar pela vitória. Então, há algumas atualizações ainda no forno.”
No material de prévia para a Cidade do México, a equipe afirmou que “segue comprometida em aprender, desenvolver e extrair o máximo do MCL40 em cada oportunidade”, acrescentando que, depois das mudanças de cantos dianteiros e traseiros testadas em Austin, o carro fica essencialmente igual neste fim de semana, com apenas um pequeno lote de peças chegando e mais trabalho previsto a partir de São Paulo.
Norris conquistou três poles neste ano, em Budapeste, Zandvoort e Madri, com a maior margem de 0,102s. O carro vive no limite desde o início da temporada, uma dificuldade que Piastri sentiu mais, e Norris aponta as curvas lentas como a fraqueza.
“Houve muitas corridas em que brilhamos e fizemos um trabalho muito bom. Nas classificações, sofremos”, disse ele a jornalistas. “Sabemos, mais ou menos, onde precisamos melhorar o carro. Acho que em Austin ficou claro que nas curvas de baixa velocidade perdemos quase três décimos por volta, em todas as voltas. É bastante tempo de volta para perder de forma tão consistente.”
Ele acrescentou: “Precisamos melhorar em certas áreas. Se conseguirmos, tenho muita confiança de que teremos bons resultados, mas parece ser uma área difícil para nós melhorarmos tanto quanto gostaríamos. Vamos continuar trabalhando duro. A equipe está fazendo um trabalho muito bom e vamos seguir tentando cavar.”
O comentarista Anthony Davidson vê o pacote se adaptando a pistas de alta aderência como Budapeste, Zandvoort e Madri, e espera que o México — um piso de que Norris gosta e onde ele dominou no ano passado — seja um encaixe razoável.
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