Hadjar contesta ordem para Max e Coulthard cobra obediência
David Coulthard criticou na F1TV a recusa de Isack Hadjar em ceder a posição a Max Verstappen no GP dos Estados Unidos e garantiu que a cena não se repetiria: “Nunca, nunca, nunca”. O francês alegou que não queria perder tempo de corrida, e a Red Bull não anunciou nenhuma punição.

“Por um momento, ele teve uma experiência fora do corpo e ‘esqueceu’ quem são seus empregadores”, disse David Coulthard na F1TV sobre a recusa de Isack Hadjar em ceder a posição a Max Verstappen no GP dos Estados Unidos.
O comentarista e ex-piloto tratou a resistência do francês como um comportamento a abandonar, previu uma bronca e garantiu que a cena não se repetiria: “Nunca, nunca, nunca”.
A situação tinha lógica de equipe: Verstappen já corria com pneus novos, enquanto Hadjar esticava o primeiro stint. Havia, portanto, justificativa estratégica para a passagem.
O francês, no entanto, pensava na própria corrida. “Não quero perder tempo de corrida. Não posso deixá-lo passar. Desculpe”, disse pelo rádio. Richard Wood, seu engenheiro, repetiu a instrução até o francês aceitar; mais tarde, ele falou em confusão e tempo perdido para os dois.
Para sustentar a ordem, Coulthard apelou ao currículo do companheiro, transformando o histórico de um piloto em argumento contra o outro.
Pesa contra esse tipo de discurso o que já se revelou sobre a própria Red Bull: Horner relatou pressões para ajustar o desenvolvimento ao gosto de Verstappen na época em que Sergio Perez se sentia melhor com o carro.
Coordenar estratégias é legítimo; exigir que um piloto não questione nada já é outro assunto, e Hadjar também tem uma prova para defender. A bronca, até aqui, existe só na previsão de Coulthard: nenhuma punição foi anunciada pela Red Bull.
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