Pilotos da MotoGP aceitam que o GP do Catar será disputado apesar do temor
Os pilotos da MotoGP se resignaram a disputar o GP do Catar no próximo fim de semana, apesar da objeção de mais de três quartos do grid. A prova foi adiada por quase seis meses pela instabilidade na região, e os pilotos seguem sem as garantias de segurança que pediram.

A detentora dos direitos comerciais da MotoGP, a MotoGP Sports Entertainment Group, pretende realizar o GP do Catar no próximo fim de semana, apesar da objeção de mais de três quartos do grid.
Marcado originalmente para o início do ano, o evento foi adiado por quase seis meses pela instabilidade na região, que começou em fevereiro e segue sem solução. Há semanas os pilotos buscam garantias sobre a própria segurança e sobre como o paddock seria protegido se a situação se deteriorasse durante a presença deles no local.
Pilotos e a maioria dos chefes de equipe se reuniram em Sepang na quarta-feira; na quinta-feira, foi o CEO da promotora, Carmelo Ezpeleta, quem os recebeu e reiterou sua posição. Os presentes saíram com a impressão de que o evento acontecerá independentemente de pilotos individualmente decidirem não ir, e Ezpeleta lembrou que os contratos os vinculam às equipes, que arcariam com eventuais penalidades.
Na visão da promotora, garantias por escrito não são algo que ela possa dar: essa responsabilidade é do Estado catariano. Doha protocolou um documento prometendo resposta em emergência, mas os pilotos querem algo mais específico. O vice-CEO Carlos Ezpeleta é esperado na Malásia em poucas horas para detalhar o que o país está oferecendo.
Dentro do paddock, a maioria do pessoal resiste a viajar, e Yamaha e Honda planejam enviar o mínimo de funcionários possível. Vários detentores de direitos de transmissão já avisaram que não mandarão ninguém a Lusail.
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