Russell vê turbo menor da Ferrari como trunfo na altitude mexicana
George Russell apontou o turbocompressor menor da Ferrari como um trunfo para o GP da Cidade do México, onde a elevação passa de dois mil metros e o turbo lag deve atrapalhar várias equipes. Charles Leclerc recusou o rótulo de favorita, e Lewis Hamilton resumiu: “Perdemos muito nas retas”.

George Russell enxerga um trunfo da Ferrari para o GP da Cidade do México: o turbocompressor menor. Para o piloto da Mercedes, a conta é simples: são mais de dois mil metros de elevação, e os motores passam a trabalhar fora do normal.
Ele afirmou que o turbo lag tende a atrapalhar várias equipes no fim de semana, enquanto a Ferrari larga em posição favorável por usar um componente de tamanho inferior ao da maioria dos concorrentes.
"Não é segredo que equipes como a Ferrari têm um turbo menor do que a maioria. Portanto, provavelmente possuem uma vantagem considerável nesse aspecto", disse na quinta-feira.
A leitura não é unânime nem dentro da própria Ferrari. Charles Leclerc recusou o rótulo de favorita, citou o momento de Mercedes e Red Bull e pediu cautela quanto às chances da equipe italiana.
"Não concordo totalmente que sejamos os favoritos para este fim de semana. Acredito que a Mercedes continua sendo favorita aonde quer que vamos. A Red Bull também está muito, muito forte recentemente", declarou o monegasco.
Já Lewis Hamilton contou que a Ferrari vai aproveitar as últimas provas do ano para experimentar soluções e ideias de 2027, e repetiu que o motor segue entre as principais limitações do carro atual.
"Precisamos manter os pontos fortes do chassi, que são excelentes, e garantir que tenhamos um motor competitivo. Se tivéssemos isso, estaríamos brigando pela primeira posição", disse o heptacampeão. "Perdemos muito nas retas", acrescentou.
Do lado da Honda, a preocupação é outra. Shintaro Orihara afirmou que a altitude mexe com todos os fabricantes de unidade de potência, não só com a empresa japonesa, e que as equipes talvez precisem segurar o rendimento dos motores.
"Acredito que os problemas de potência não afetarão apenas a Honda, mas também os outros fabricantes. Talvez precisemos limitar o desempenho do motor. Esse seria o pior cenário possível", explicou.
Sobra a gestão das particularidades da unidade de potência em altitude: Russell aposta na Ferrari nesse quesito, e Leclerc prefere esperar pelo que Mercedes e Red Bull mostraram nas últimas corridas.
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