No México, a pole vale pouco: metade das vitórias desde 2015 veio de outra posição
Desde o retorno da F1 ao México, em 2015, dez edições foram realizadas e em cinco delas o vencedor não saiu da pole, num traçado com a maior reta entre a largada e a primeira freada do calendário. Max Verstappen é o maior vencedor, com cinco triunfos, e três deles largando de outra posição.

O grid do GP do México de Fórmula 1 sai neste sábado (31/10), às 18h, no Hermanos Rodríguez — um traçado onde largar na frente não significa vantagem.
Desde o retorno da F1 ao país, em 2015, dez edições foram realizadas, e em cinco delas o vencedor não saiu da pole. O México ficou sem prova de 1993 a 2014 e também em 2020, por causa da pandemia de Covid-19.
O desenho do circuito ajuda a explicar: ali está a maior reta entre a largada e a primeira freada do calendário, espaço de sobra para usar o vácuo e ganhar posições nos primeiros metros.
Max Verstappen é o maior vencedor, com cinco triunfos (2017, 2018, 2021, 2022 e 2023), e três deles não saíram da pole. Em 2017, largou em segundo e passou Sebastian Vettel de imediato; em 2018, repetiu a posição no grid e superou Daniel Ricciardo ainda na primeira reta; em 2021, partiu do terceiro lugar e assumiu a ponta logo depois da largada; em 2023, também saiu em terceiro e ultrapassou os dois carros da Ferrari na reta inicial. Só em 2022 controlou a prova de ponta a ponta.
Em 2019, Charles Leclerc largou na pole e liderou até a 14ª volta, quando Vettel assumiu; o alemão ficou na ponta até a volta 37, Leclerc retomou, e Lewis Hamilton, terceiro no grid e quinto ao fim da primeira volta, assumiu a liderança na volta 43 e não a deixou até a bandeirada. Foi uma das três vitórias de quem largou em terceiro, ao lado de Verstappen em 2021 e 2023.
Em 2024, Carlos Sainz fez a pole, perdeu a liderança para Verstappen e a recuperou na nona volta. No ano seguinte, Lando Norris manteve a ponta de ponta a ponta.
A corrida será no domingo (1º/11), às 17h.
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