Red Bull busca equilíbrio após um RB22 “desconectado” nos treinos no México
Pierre Wache diz que o RB22 teve desequilíbrio entre frente e traseira no México, e a Red Bull tem trabalho de acerto antes do sábado, com o assoalho a ser reparado durante a noite. Verstappen fechou em quinto, com dano de um toque com Lawson, e Wache vê os carros de 2026 deslizando mais e a pista 10 graus mais fria no FP2.

Pierre Wache, diretor técnico da Red Bull, diz que o RB22 sofreu um desequilíbrio entre a frente e a traseira na sexta-feira no Autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, deixando trabalho de acerto para antes do sábado.
Max Verstappen fechou o dia em quinto, três décimos atrás do tempo de referência, e chegou lá carregando os danos de um toque com Liam Lawson. Os comissários aplicaram uma posição de punição no grid a cada um deles, e o episódio doeu mais porque Ayumu Iwasa havia andado com o carro no FP1, então o holandês teve apenas uma sessão no dia inteiro.
“A saia lateral, ou seja lá como se chama isso, quebrou. Então é claro que você perde carga aerodinâmica por causa disso”, disse ele. Ele acrescentou que o acerto ainda precisava de trabalho e que buscava “um pouco mais de ritmo” para subir, observando que os carros de 2026 deslizam mais do que o normal nesta altitude.
A leitura de Wache é que a frente e a traseira trabalham fora de compasso, e que o assoalho será reparado durante a noite enquanto a equipe procura uma solução de acerto. Os pneus também o preocupam: o último setor os cozinha, e com a temperatura da pista mais de 10 graus mais baixa durante o FP2 os stints longos disseram pouco ao time sobre o domingo, quando ele espera degradação maior e talvez um caso melhor para o pneu médio.
A Ferrari, mais forte nas curvas lentas o ano todo e ajudada na altitude por um turbo menor, é a favorita do paddock. “Não estamos longe e espero que possamos desafiar”, disse Wache.
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