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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Vicky Farfus estreia na F4 Brasil em Interlagos e divide o tempo com a escola

Vicky Farfus estreia na F4 Brasil em Interlagos no dia 8 de novembro, no mesmo fim de semana do GP de São Paulo de Fórmula 1, pela TMG Racing. Filha de Augusto Farfus, ela liderou em setembro o teste de novatas da F1 Academy na Espanha e quer chegar à Fórmula 1, onde nenhuma mulher corre desde Lella Lombardi, em 1976.

Por RedaçãoPublicado: 31/10/2026, 09:36

Em 8 de novembro, quando Interlagos recebe o GP de São Paulo de Fórmula 1, a F4 Brasil também corre na pista — e Vicky Farfus é uma das inscritas, pela TMG Racing.

Filha de Augusto Farfus, dono de títulos mundiais de GT (2018) e do International GT Challenge (2020), a brasileira estreou há pouco em corridas de Fórmula 4 e liderou, em setembro, o teste de novatas da F1 Academy realizado na Espanha. O pai não vai poder vê-la estrear em carros de fórmula no país: estará em outra competição. A mãe e um sócio dele estarão no Autódromo José Carlos Pace.

Curitibana que vive em Mônaco, ela nunca viu uma etapa de F1 em Interlagos de perto. A chance vem junto com a de guiar na pista.

"Eu estou muito animada e superfeliz com essa oportunidade de poder correr no meu país, onde eu nasci", disse ela. "Minha identidade é lá, minha cultura é lá. É tudo lá."

As corridas em Interlagos, conta, só conhece pela televisão. "O único GP que eu assisti foi lá em Abu Dhabi, onde a F1 Academy também correu, e aqui em Mônaco, porque eu moro em Mônaco", explicou. "Interlagos eu sempre acompanhei pela TV."

Entre viagens e treinos, sobra pouco tempo para o colégio, que a apoia com aulas online. Ela estuda num programa para atletas de alto nível e tem colegas ilustres: o filho de David Coulthard e Ella Hakkinen, ambos ex-pilotos da McLaren.

No kart, foi quarta colocada no Mundial da OK-Junior e virou a primeira mulher no top cinco de uma final da FIA. Neste ano correu na Gineta Júnior (Reino Unido), na E4 Championship e na F4 da Europa Central; no ano que vem quer fazer a temporada inteira de F4.

O alvo é mais alto: a Fórmula 1, para ser a primeira mulher na F1 em 50 anos. A última a correr foi a italiana Lella Lombardi, em 1976, também a única a pontuar. Entre as inspirações, ela cita Susie Wolff, diretora da F1 Academy, e Rafaela Ferreira, vencedora na F4 Brasil, em Interlagos, na temporada passada — sem esquecer o pai, sua maior referência.

O que falta para uma mulher chegar lá? Preparação e dinheiro, na visão dela. "Falta mais preparação das meninas, mais dedicação, mais motivação. E elas estarem mais preparadas no alto nível", afirmou, lembrando que começou a competir bem mais tarde do que quem entra no kart na infância.

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