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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Quem é Ryo Hirakawa, o japonês que ganhou uma estreia na Fórmula 1 pela Haas no México

Aos 32 anos, o japonês Ryo Hirakawa assumiu o carro da Haas no lugar de Esteban Ocon no México e fará sua primeira corrida na Fórmula 1; ele marcou 1min18s958 no quali, ficou em 19º e larga em 18º após a desclassificação de Liam Lawson.

Por RedaçãoPublicado: 01/11/2026, 13:04

A estreia de Ryo Hirakawa na Fórmula 1 não estava no roteiro. Aos 32 anos, o japonês assume o carro da Haas no lugar de Esteban Ocon nas atividades que restam do GP do México e fará sua primeira corrida na categoria, depois de anos trabalhando como piloto de testes e reserva.

A trajetória dele foi construída longe do caminho europeu tradicional. Nascido em Hiroshima, começou no kart em 2007, ficou com o Campeonato Japonês Júnior no ano seguinte, venceu a Super FJ de Okayama em 2010 e, dois anos depois, ficou com a Fórmula 3 Japonesa.

A Super Fórmula entrou na rotina a partir de 2013, com nove temporadas, quatro vitórias, quatro pole positions e um vice-campeonato em 2020 como melhor resultado. No Super GT, foi campeão da GT500 em 2017, tendo Nick Cassidy como companheiro de equipe.

O reconhecimento internacional veio no endurance. Depois de correr na European Le Mans Series e de estrear em Le Mans, em 2016, chegou à equipe principal da Toyota Gazoo Racing no WEC em 2022. Ao volante do GR010 Hybrid número 8, dividido com Sébastien Buemi e Brendon Hartley, venceu as 24 Horas e levou o título mundial de pilotos; em 2023, a tripulação repetiu a conquista.

A ponte com a F1 começou em 2024, como reserva da McLaren, com direito a um treino livre no GP de Abu Dhabi. Em 2025 foi para a Alpine e rodou o TL1 em Suzuka, no GP do Japão, diante da torcida de casa. Em abril, mudou-se para a Haas, onde conciliava a função de reserva com o compromisso na Toyota.

No México, já tinha andado no TL1 com o VF-26 e terminado em 15ª. A chance de correr apareceu na manhã de sábado, 31 de outubro, quando a equipe anunciou a troca. O chefe Ayao Komatsu garantiu que a ausência de Ocon não tem relação com problemas de saúde, mas evitou explicar o motivo. Hirakawa assumiu o carro a partir do TL3, com pouco tempo para se preparar.

O cenário era dos mais difíceis: o Autódromo Hermanos Rodríguez fica acima dos 2.200 metros de altitude, o que torna acerto e gestão de pneus um desafio. Na classificação, marcou 1min18s958, ficou com o 19º tempo e não passou ao Q2, apontando o tráfego na última tentativa. Depois da desclassificação de Liam Lawson, ganhou uma posição e larga em 18º.

Komatsu gostou da evolução ao longo do TL3 e da calma diante de uma preparação tão curta, e lembrou que o japonês passou perto da segunda fase. Para Hirakawa, a chance representava um objetivo perseguido por boa parte da carreira. “Sonhei com isso e hoje esse sonho se tornou realidade”, declarou.

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