Pirelli evita comentar disputa com a Bridgestone pelos pneus da F1 em 2029
A Pirelli evitou comentar uma eventual disputa com a Bridgestone pelo contrato de pneus da F1 a partir de 2029. O acordo atual termina em dezembro de 2028, e a nova concorrência deve ser aberta no começo de 2027, com decisão da FIA.

A Pirelli preferiu não entrar no mérito de uma eventual disputa com a Bridgestone pelo contrato de pneus da F1 válido da temporada 2029 em diante.
O acerto vigente da marca italiana se encerra em dezembro de 2028, o que deixa o caminho aberto a um novo processo de escolha. A exclusividade começou em 2011, justamente quando a empresa tomou o lugar da Bridgestone; em junho de 2026, a FIA usou a cláusula de renovação por mais um ano e levou o acordo até 2028.
A concorrência seguinte, que abrange 2029 e as temporadas posteriores, deve ser aberta no começo de 2027, com a palavra final sobre o fornecedor nas mãos da FIA.
Do outro lado, a Bridgestone prepara iniciativas técnicas e comerciais para tentar retomar o posto. A marca japonesa calçou a categoria de 1997 a 2010, sendo fornecedora única de 2007 a 2010, e participou do processo anterior, em 2023, para o ciclo 2025-2027: teria obtido aval técnico da federação, mas perdeu na hora de fechar as condições comerciais, que sorriram para a Pirelli.
Questionado, o dirigente Dario Marrafuschi, que cuida dos negócios de automobilismo da Pirelli, tratou o assunto com despreocupação e lembrou que qualquer fabricante pode acompanhar as etapas de perto. "Todos estão livres para vir assistir a qualquer corrida, francamente falando", disse.
"Não tenho comentários sobre o futuro. É de conhecimento público que ainda temos dois anos de contrato. A seleção para o período posterior está nas mãos da FIA. Não temos participação nisso", afirmou.
Ele reforçou que o foco está nas obrigações atuais: "Estamos apenas concentrados no que precisamos fazer para a próxima temporada e também para a seguinte, o que já representa bastante trabalho. É realmente muito cedo para discutir qualquer coisa sobre esse período."
Sobre uma nova extensão depois de 2028, desconversou outra vez: "É realmente muito cedo para falar sobre isso. Se pensarmos em dois anos atrás, não teríamos imaginado onde estamos agora. O mesmo vale para daqui a dois anos." E admitiu acompanhar o processo, embora a decisão não seja dela.
Na avaliação da licitação devem pesar desempenho técnico, segurança, logística e metas de sustentabilidade, além do pacote comercial negociado com a Formula One Management.
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