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With Russell on the same spec, Antonelli sees Mercedes decode the W17

Kimi Antonelli ended United States GP practice second, 0.042s behind Charles Leclerc, crediting George Russell return to the same W17 specification. For the title this weekend, Russell would have to finish ninth or lower.

By RedaçãoPublished: 10/23/2026, 21:34

Full text available in Portuguese only. Read the Portuguese version

Kimi Antonelli terminou a sexta-feira do GP dos Estados Unidos na segunda posição, 0s042 atrás de Charles Leclerc, e saiu de Austin convencido de que a Mercedes começou finalmente a entender o pacote de atualizações do W17. O italiano havia sido quinto no TL1 e subiu para segundo no TL2 — movimento que, para ele, tem explicação clara: George Russell voltou a rodar com a mesma especificação do carro.

Com os dois carros na mesma configuração, a equipe cruza dados e testa soluções distintas em paralelo — o que ajuda os engenheiros a identificar quais ajustes fazem o W17 aproveitar melhor o conjunto aerodinâmico.

“Ter os dois carros com o mesmo pacote de atualizações ajuda, porque podemos experimentar muitas coisas diferentes e entender melhor esse conjunto. Desde Singapura, tivemos aquela semana de pausa, que nos permitiu analisar os dados e compreender melhor o que esse pacote precisa”, explicou o italiano.

O caminho até esse entendimento foi tortuoso. A Mercedes esperava reencontrar, com as peças que estrearam na Malásia, a vantagem do começo da temporada — mas os resultados ficaram abaixo do esperado. A reação foi recuar: em Singapura, Russell voltou à especificação anterior do carro. Só agora o britânico reencontrou a configuração usada pelo companheiro.

A janela ideal de funcionamento do W17, porém, ainda é um alvo a ser encontrado, e o acerto seguirá em ajuste fino até a classificação e a corrida.

“Ainda estamos tentando descobrir como colocar o carro na janela ideal. Sem dúvida, estamos dando passos à frente, e veremos o que podemos fazer para melhorar ainda mais”, acrescentou o italiano.

Houve ainda um contratempo no início do TL2: o banco não estava fixado adequadamente e se movimentou nas curvas de alta velocidade, atrapalhando a primeira volta. Segundo o relato dele, a sensação era de andar em montanha-russa.

Mesmo assim, o balanço foi positivo: o piloto se sentiu mais confortável no carro do que no TL1 e cobrou novos avanços para sábado.

O resultado em Austin também mexe com o campeonato. Antonelli mantém chance matemática de faturar o título de pilotos já neste fim de semana, mas precisaria vencer a prova e ver os rivais somarem poucos pontos. Quem esfriou o assunto foi Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes: pelas contas da equipe, o cenário exigiria também um resultado muito ruim de Russell, que teria de terminar em nono ou abaixo.

“Em última análise, para Kimi vencer o campeonato neste fim de semana, isso significaria que a equipe teria feito uma corrida muito ruim, porque os cálculos indicam que George precisaria terminar em nono ou abaixo. Não é assim que queremos competir, nem é o resultado que buscamos”, afirmou Lord.

O dirigente classificou a hipótese como mínima e afirmou que o foco é pontuar o máximo possível enquanto as contas não ficam mais favoráveis. Ele também viu equilíbrio entre as principais equipes: nas simulações de corrida, a Mercedes achou pouca diferença entre Ferrari, Red Bull e McLaren, e a volta rápida indica decisão por margens mínimas.

“Estávamos analisando as comparações dos long runs e é preciso olhar com muita atenção para perceber alguma diferença significativa entre Leclerc, Max Verstappen, Kimi e Lando Norris, que também parece forte”, avaliou.

Na visão dele, os oito carros das quatro equipes de ponta devem protagonizar uma briga apertada, na qual cada décimo de segundo e cada detalhe do acerto pesam na definição das posições, tanto no grid quanto na corrida.

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