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02/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Com Russell na mesma especificação, Antonelli vê Mercedes decifrar o W17

Kimi Antonelli terminou o TL2 do GP dos Estados Unidos em segundo, 0s042 atrás de Charles Leclerc, e credita o avanço ao fato de George Russell voltar a rodar com a mesma especificação do W17. Para o título já neste fim de semana, Russell teria de terminar em nono ou pior.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 21:34

Kimi Antonelli terminou a sexta-feira do GP dos Estados Unidos na segunda posição, 0s042 atrás de Charles Leclerc, e saiu de Austin convencido de que a Mercedes começou finalmente a entender o pacote de atualizações do W17. O italiano havia sido quinto no TL1 e subiu para segundo no TL2 — movimento que, para ele, tem explicação clara: George Russell voltou a rodar com a mesma especificação do carro.

Com os dois carros na mesma configuração, a equipe cruza dados e testa soluções distintas em paralelo — o que ajuda os engenheiros a identificar quais ajustes fazem o W17 aproveitar melhor o conjunto aerodinâmico.

“Ter os dois carros com o mesmo pacote de atualizações ajuda, porque podemos experimentar muitas coisas diferentes e entender melhor esse conjunto. Desde Singapura, tivemos aquela semana de pausa, que nos permitiu analisar os dados e compreender melhor o que esse pacote precisa”, explicou o italiano.

O caminho até esse entendimento foi tortuoso. A Mercedes esperava reencontrar, com as peças que estrearam na Malásia, a vantagem do começo da temporada — mas os resultados ficaram abaixo do esperado. A reação foi recuar: em Singapura, Russell voltou à especificação anterior do carro. Só agora o britânico reencontrou a configuração usada pelo companheiro.

A janela ideal de funcionamento do W17, porém, ainda é um alvo a ser encontrado, e o acerto seguirá em ajuste fino até a classificação e a corrida.

“Ainda estamos tentando descobrir como colocar o carro na janela ideal. Sem dúvida, estamos dando passos à frente, e veremos o que podemos fazer para melhorar ainda mais”, acrescentou o italiano.

Houve ainda um contratempo no início do TL2: o banco não estava fixado adequadamente e se movimentou nas curvas de alta velocidade, atrapalhando a primeira volta. Segundo o relato dele, a sensação era de andar em montanha-russa.

Mesmo assim, o balanço foi positivo: o piloto se sentiu mais confortável no carro do que no TL1 e cobrou novos avanços para sábado.

O resultado em Austin também mexe com o campeonato. Antonelli mantém chance matemática de faturar o título de pilotos já neste fim de semana, mas precisaria vencer a prova e ver os rivais somarem poucos pontos. Quem esfriou o assunto foi Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes: pelas contas da equipe, o cenário exigiria também um resultado muito ruim de Russell, que teria de terminar em nono ou abaixo.

“Em última análise, para Kimi vencer o campeonato neste fim de semana, isso significaria que a equipe teria feito uma corrida muito ruim, porque os cálculos indicam que George precisaria terminar em nono ou abaixo. Não é assim que queremos competir, nem é o resultado que buscamos”, afirmou Lord.

O dirigente classificou a hipótese como mínima e afirmou que o foco é pontuar o máximo possível enquanto as contas não ficam mais favoráveis. Ele também viu equilíbrio entre as principais equipes: nas simulações de corrida, a Mercedes achou pouca diferença entre Ferrari, Red Bull e McLaren, e a volta rápida indica decisão por margens mínimas.

“Estávamos analisando as comparações dos long runs e é preciso olhar com muita atenção para perceber alguma diferença significativa entre Leclerc, Max Verstappen, Kimi e Lando Norris, que também parece forte”, avaliou.

Na visão dele, os oito carros das quatro equipes de ponta devem protagonizar uma briga apertada, na qual cada décimo de segundo e cada detalhe do acerto pesam na definição das posições, tanto no grid quanto na corrida.

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